Eu provoquei toda uma inércia.
Ando sempre curiosa e observadora.
As vezes gosto do que vou atrás.
Dei um passo a frente e ele o seguiu
Olhou para mim e não sorriu não
Veio todo preponderante como
Se quisesse me fazer ter armaduras
Conseguiu
Mostrei um mundo tão diferente
Que ele se abriu e até teve que se cobrir.
Mas depois só com os pés descobertos
Veio de fininho me mostrar a sua cor
E eram tantas
Não cabia no meu céu cinza
Mas ele insistia que tudo que eu
Procurei eu acabava de encontrar
E aos poucos eu fui pintando meu céu
Mas porque era impossível não se
Consumir de cor com aquela presença
Hoje em dia fazemos trocas
E ele usa essas cores em desenhos
Eu o inspiro, ele me diz
E cria tanto
Tanto que a criação nem existe
Mas ele cada dia me convece
Que sim.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Cego.
Eu juro que não quero ser aquela pessoa
Afogada em sentimento cego
Quero que o sentimento
Se traduza, mesmo com dificuldade
Mas são tantos...
As vezes não sei defini-los
Se vestem de máscaras mesmo sendo meus
A minha mente as vezes os domina
E as vezes o toma todo pra ela
É sobrecarga
É um rock maluco
O que se passa por minhas veias
Coração e cérebro
Pulsa toda minha alma
Escorre nas responsabilidades,
Pausas,
Amores e desejos.
Afogada em sentimento cego
Quero que o sentimento
Se traduza, mesmo com dificuldade
Mas são tantos...
As vezes não sei defini-los
Se vestem de máscaras mesmo sendo meus
A minha mente as vezes os domina
E as vezes o toma todo pra ela
É sobrecarga
É um rock maluco
O que se passa por minhas veias
Coração e cérebro
Pulsa toda minha alma
Escorre nas responsabilidades,
Pausas,
Amores e desejos.
Divagando, vagando devagar.
O problema são as divagações morosas.
Divagar sobre a vida torna a vida
Devagar.
Os sentidos se acustumar e querem
Tudo questionar
E nunca acham respostas
Mas querem sempre achá-las
As divagações são infindas
E o que as fazem existirem também.
Divagar sobre a vida torna a vida
Devagar.
Os sentidos se acustumar e querem
Tudo questionar
E nunca acham respostas
Mas querem sempre achá-las
As divagações são infindas
E o que as fazem existirem também.
Estava pisando num território
Desconhecido, mas que havia
Pisado antes num leve deja vu
E quanto fui adentrando
Logo percebi
Que aquele prazer eu já sentira antes
Era prazer do conhecido mesclado
Com novidade
Era um doce meio amargo
Instigante
E quando nos davámos as mãos
Era como se aquilo se repetira
Por um tempo que sempre
existiu em nossas vidas
Era tudo inédito, mas
ao mesmo tempo tudo confortavelmente
confortável.
Não me coube receio e nem medos
Me causava mais sede de descoberta
Do velho que para mim era novo.
Desconhecido, mas que havia
Pisado antes num leve deja vu
E quanto fui adentrando
Logo percebi
Que aquele prazer eu já sentira antes
Era prazer do conhecido mesclado
Com novidade
Era um doce meio amargo
Instigante
E quando nos davámos as mãos
Era como se aquilo se repetira
Por um tempo que sempre
existiu em nossas vidas
Era tudo inédito, mas
ao mesmo tempo tudo confortavelmente
confortável.
Não me coube receio e nem medos
Me causava mais sede de descoberta
Do velho que para mim era novo.
Poeminha barato.
E diante daquele vazio de argumentos, escrevi-lhe um poeminha barato. Eu não sabia responder a tudo aquilo que não fazia parte de mim, eu só sabia responder o quanto aquilo não fazia parte de mim.
Fugia de minhas vontades, fugia da minha vida e de todo romance que proponho a ela.
Eu sei que fui fraca e pouca malícia eu tive.
Mas nem pra ser malandra para o que não é do meu conceito eu sei ser. Só domino as coisas que sinto, o que não sinto, é como se nunca existisse.
Nua.
Fugia de minhas vontades, fugia da minha vida e de todo romance que proponho a ela.
Eu sei que fui fraca e pouca malícia eu tive.
Mas nem pra ser malandra para o que não é do meu conceito eu sei ser. Só domino as coisas que sinto, o que não sinto, é como se nunca existisse.
Nua.
domingo, 13 de junho de 2010
Eu o vi mesmo não o vendo.
Foi bom. Pela primeira vez vi tuas costas, eram dignas de minhas mãos escorregarem. Estávamos envolvidos por um clima gostoso da parte gostosa da intimidade.
Enquanto minhas mãos tocavam tuas costas impostas sobre a cama, tu sorria calmamente, como se fosse gozo de momento único.
Me surpreendeu quando de repente me pegou sagazmente pela cintura, mãos grandes que me roubavam o corpo e a atenção, a qualquer coisa que vinhesse aparecer.
Tivemos que nos interromper, não podíamos mais padecer naquele conforto, mas como nosso interesse era prosseguir fomos para meu quarto, o chamei pra deitar em minha cama miúda, assim como eu.
Já vestido de cor, o deitei em meu colo, lhe fazia caricias infantis, e o implorava para falar baixo, entre risos e sutis devaneios, como quando ele vinha para apalpar meus seios.
Eram vontades prensadas por uma razão que insistia. Por nós estaríamos sendo consumidos aos berros mais ardentes e sussuros dos mais quentes.
Era quarto meu, mas não era casa minha.
Eu então fazia o que podia, que era dividir, dividir olhares, dividir sorrisos mútuos, encostava meu nariz com o dele e apertava seus lábios com as mãos até ficarem corados.
Sonho perdurou por mais tempo, mas o que posso definir de "sonho" é apenas o que está escrito aqui.
Enquanto minhas mãos tocavam tuas costas impostas sobre a cama, tu sorria calmamente, como se fosse gozo de momento único.
Me surpreendeu quando de repente me pegou sagazmente pela cintura, mãos grandes que me roubavam o corpo e a atenção, a qualquer coisa que vinhesse aparecer.
Tivemos que nos interromper, não podíamos mais padecer naquele conforto, mas como nosso interesse era prosseguir fomos para meu quarto, o chamei pra deitar em minha cama miúda, assim como eu.
Já vestido de cor, o deitei em meu colo, lhe fazia caricias infantis, e o implorava para falar baixo, entre risos e sutis devaneios, como quando ele vinha para apalpar meus seios.
Eram vontades prensadas por uma razão que insistia. Por nós estaríamos sendo consumidos aos berros mais ardentes e sussuros dos mais quentes.
Era quarto meu, mas não era casa minha.
Eu então fazia o que podia, que era dividir, dividir olhares, dividir sorrisos mútuos, encostava meu nariz com o dele e apertava seus lábios com as mãos até ficarem corados.
Sonho perdurou por mais tempo, mas o que posso definir de "sonho" é apenas o que está escrito aqui.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Carapuça.
Não me interessa vestir carapuças que não me cabem, uma hora ou outra se desfazem.
Não me interessa te agradar pra eu caber em ti, uma hora ou outra escorre pelos dedos.
Não adianta.
É isso que tenho, se quiser aceite. Pode vir a titubiar,mas concordará comigo, nunca disse que não ia ser assim.
Não me interessa te agradar pra eu caber em ti, uma hora ou outra escorre pelos dedos.
Não adianta.
É isso que tenho, se quiser aceite. Pode vir a titubiar,mas concordará comigo, nunca disse que não ia ser assim.
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