terça-feira, 27 de abril de 2010

Onde foi que fomos?

Está ainda debaixo do meu travesseiro
E com minha cabeça pesando sobre
Como se quisesse sufocar.
Ainda está como travesseiro do meu lado
Como se quisesse comigo estar.
Só não há mais aquele cheiro
Que a primórdio me fazia lembrar
Quão bom era o ínicio
Quando o fim não parecia se mostrar.
Não sei onde nos perdemos
Não sei bem a que nos rendemos
Palavras perdidas
E agora atitudes a se pensar.
Me parece que enquanto
Caminhavámos de mãos dadas
Não estavámos no mesmo lugar.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Falsa miragem.

Me deparei com um lugar ermo e sem cor, mas que me passava a sensação de que fora de muita festa e alegria, afinal, havia máscaras pelo chão, fantasias agora já despidas, muito resto de comida, muita sobra de balão.
Sozinha, me perguntei, o que teria acontecido àquela festa digna de rei ?
Já logo um rato de longe aparecia, roendo sobras de queijo do reino espalhado pelo chão. Eu bem notei que o rei era uma fantasia, era lugar de uma festa vazia, que alegria e cor não faziam parte daquele salão.
Sorri, por estar na festa das verdades, com assassinadas vaidades, senti prazer em ver que apesar de ermo, era a partir dali que poderia construir felicidade.

domingo, 25 de abril de 2010

Oito ou oitenta.

Quero ser oito




Ou oitenta



Quero a sorte de ser



Mais atenta



Respirar em voz lenta









Passar despercebida



Mesmo assim ser ouvida



Meus anseios de jovem



sedenta



Que quer comer e



Não ser a comida