Ele estava amarrotado
Em suas convicções
E no seu humor lúdico
Queria chamar a minha atenção
Mas não sabia como fazia
Me pediu cigarros com abuso
De sua arrogância charmosa
E me presenteou em sorrir
Do meu estado natural
Normal.
Sabe quando a gente se convida ?
Foi isso que fiz sem pretensão
De ser posteriormente convidada.
Não quis o convite, mas eu o queria sim.
Cheio de conversas
Enroladas como se quisesse me
contornar
Mas não deu, ele mesmo se perdeu
Eu fui junto.
Na testa é respeito, e
Foi isso que se deu
Foi tempos que nunca vivi
Em algumas horas
Foram risos de uma vida inteira
Foram trocas singulares
Foi preto no branco.
sábado, 31 de julho de 2010
Gusizchá.
Ele não existe solidificado.
Nunca o apanhei pra ele ficar
Aqui junto dos meus ruídos
Nunca o enxerguei de perto
Sempre ali diante de palavras
dispersas que propomos com cautela
Foi assim, era como se
Tudo mesmo tivesse seu tempo
De seguir em frente, algo bem pensado
Ou não.
Não sei como se deu o interesse
súbito, foi como um achado.
Eis o novo
E virou café, daqueles bem fortes
E um pouco dosado com áçucar
e amargo
E queríamos amanhecer
Naquele breu infindo
De não poder se olhar nos olhos.
Essa vida palhaça como nós
Nos confunde.
É de se embriagar de risos e desejos
O que inevitalmente acontece
sem pedir licença.
Nunca o apanhei pra ele ficar
Aqui junto dos meus ruídos
Nunca o enxerguei de perto
Sempre ali diante de palavras
dispersas que propomos com cautela
Foi assim, era como se
Tudo mesmo tivesse seu tempo
De seguir em frente, algo bem pensado
Ou não.
Não sei como se deu o interesse
súbito, foi como um achado.
Eis o novo
E virou café, daqueles bem fortes
E um pouco dosado com áçucar
e amargo
E queríamos amanhecer
Naquele breu infindo
De não poder se olhar nos olhos.
Essa vida palhaça como nós
Nos confunde.
É de se embriagar de risos e desejos
O que inevitalmente acontece
sem pedir licença.
domingo, 4 de julho de 2010
Bela camisa.
Envolveu-me com uma bela camisa.
Aquelas em que se tem vontade de escorregar as mãos.
Não como uma desculpa de querer chegar perto, mas por ser bonita de verdade.
Mas confesso, era uma desculpa.
Eu quis mesmo passar a mão em teu peito, e desabotoar mágoas passadas.
E nem quis fazer isso por obrigação, simplismente por vontade própria.
Fiquei atônita com nossa intimidade picotada por resquícios passados.
Mas temos medo, não é ?
Não sei bem porque, mas sinto que é bom demais pra se tornar verdade.
Aquelas em que se tem vontade de escorregar as mãos.
Não como uma desculpa de querer chegar perto, mas por ser bonita de verdade.
Mas confesso, era uma desculpa.
Eu quis mesmo passar a mão em teu peito, e desabotoar mágoas passadas.
E nem quis fazer isso por obrigação, simplismente por vontade própria.
Fiquei atônita com nossa intimidade picotada por resquícios passados.
Mas temos medo, não é ?
Não sei bem porque, mas sinto que é bom demais pra se tornar verdade.
Desinteresse.
Estou acomodada com a ausência do interesse morando comigo.
Dias que poderiam ser prósperos de tempo gasto.
O gasto é por pouco.
O desinteresse mora aqui como se fosse de casa, e já abre minha geladeira,
rouba meus instintos e virtudes.
Mas pelo que se interessar ?
Talvez o desinteresse não deixa eu estar atenta ao que se tem pra filtrar.
Dias que poderiam ser prósperos de tempo gasto.
O gasto é por pouco.
O desinteresse mora aqui como se fosse de casa, e já abre minha geladeira,
rouba meus instintos e virtudes.
Mas pelo que se interessar ?
Talvez o desinteresse não deixa eu estar atenta ao que se tem pra filtrar.
Assinar:
Comentários (Atom)