domingo, 29 de novembro de 2009
Sai do meu lado.
E cansou. Sabe? Esgotou-se os risos, e aquela vontade imensa e desejo de deixar de lado. Me parece certo que eu deixei de lado, e do lado ela continuou andando junto a mim. Me incomodei, mas ela faz questão de dizer sim. Agora construo um não, e acredito que pode não ser em vão. Em vão será se de tudo isso eu deixar assim na contramão. Agora enxergando em linha reta, quero caminhar por linhas tortas paralelas, mas que dessa marginalização a coisa seja mais segura, não seja assim algo como sempre alguém que acha o que não procura. Mesmo sabendo que parece o contrário, só segui as forças dos meus atos, atos de tamanha proporção, quem mandou ser confusa gerando assim confusão. Digo a partir de agora: NÃO.
Remédio.
É engraçado esse contorno
torto.
É uma comédia de rir
pra não chorar.
Ligaram-se os pontos.
E aí foi assim...
Deu nó, sem hesitar.
Mesmo sabendo que há nó.
Não sei desatar, parece que
quantos mais nós me incomodam
Eu parada continuo a observar.
Há de haver necessidade
de impulso pra eu
desamarrar.
Mas sei que não me parece
tão simples, pois deixei tudo
acumular.
Agora ata-me sem piedade
Sabendo que posso sim dosar
Mas é que estou embriagada,
Minhas vistas ainda estão a embaralhar.
E agora me apertam com força
Sabendo que pode doer
E eu vir a chorar.
Taparam minha boca
Por nem ter mais o que falar
Imagino que foi melhor assim
Atitudes parecem ser próxima exigência
Pra eu saber me remediar.
torto.
É uma comédia de rir
pra não chorar.
Ligaram-se os pontos.
E aí foi assim...
Deu nó, sem hesitar.
Mesmo sabendo que há nó.
Não sei desatar, parece que
quantos mais nós me incomodam
Eu parada continuo a observar.
Há de haver necessidade
de impulso pra eu
desamarrar.
Mas sei que não me parece
tão simples, pois deixei tudo
acumular.
Agora ata-me sem piedade
Sabendo que posso sim dosar
Mas é que estou embriagada,
Minhas vistas ainda estão a embaralhar.
E agora me apertam com força
Sabendo que pode doer
E eu vir a chorar.
Taparam minha boca
Por nem ter mais o que falar
Imagino que foi melhor assim
Atitudes parecem ser próxima exigência
Pra eu saber me remediar.
domingo, 22 de novembro de 2009
GorduRosa.
Rosa é uma moça engraçada
É pequena, mas tão exagerada
Pra ela nada é o bastante
Consegue o que quer, que ir mais adiante
Rosa parece menina, hora parece mulher
Rosa é tão sem limites, as vezes nem sabe o que quer
Dizem que Rosa é faceira, Rosa diz que não é
Rosa é natural como uma rosa
Não sabe sentimentos disfarçar
Em tempos ela é bonita, em outros
faz espinho cutucar
Não se conforma em ser murcha
Rosa precisa brilhar
Rosa não quer ser estrela
Sabe seu lugar
Quer ser estrela enquanto rosa
Não quer nenhum lugar usurpar
Porque Rosa sabe ser prosa
Mesmo quando não é do gosto popular
Rosa parece ser rosa, mas Rosa não é
rosa não
Rosa colore com várias cores até mesmo
as ruas e o chão
Momento se fecha, momento se abre a cantar
Menina que espera sentada as coisas que quer encontrar
Rosa é preguiçosa, gosta de ficar parada no jardim
Mas chama ela pra festa e observa o quanto fica afim
Rosa é feita de sonhos
Um dia há de se regar
Mas hoje se rega de impulso
por medo de um dia não mais gozar
Não sei o que será dessa Rosa
Por enquanto ela dá o que falar.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Dividir.
Estou crente que só eu não me basta.
Quero estar crente de que isso é
sinal de tamanha carência minha.
Quero deixar dessa mania de auto-suficiência,
por agora.
Quero ser piegas, cafona.
Quero esgotar minha solidão.
Quero dividir.
Inquietar impulsos.
Saber dosar, por outro alguém.
Por um bem maior.
Conhecer intimamente.
O superficial me cansou.
Agora to passando uma vassoura.
Tem tanta coisa pra limpar.
Não é sujeira.
É acumulo.
Quero jogar limpo.
Quero estar crente de que isso é
sinal de tamanha carência minha.
Quero deixar dessa mania de auto-suficiência,
por agora.
Quero ser piegas, cafona.
Quero esgotar minha solidão.
Quero dividir.
Inquietar impulsos.
Saber dosar, por outro alguém.
Por um bem maior.
Conhecer intimamente.
O superficial me cansou.
Agora to passando uma vassoura.
Tem tanta coisa pra limpar.
Não é sujeira.
É acumulo.
Quero jogar limpo.
Quero pulsar.
Sorrir mais, me entregar.
Planejar mesmo nem sendo
tão certo.
Só pelo prazer que isso dá.
Sou intensa, mesmo sem nada.
Imagina se eu tivesse.
Penso em me atirar.
Quero me jogar, sussurrar.
Seduzir.
Chorar.
Dormir.
E ao acordar, ver que
a realidade é bonita quando é
compartilhada, de forma
simples, de forma apaixonada.
Um nada.
Vazio, todo um papel branco.
Nem linhas tem.
É vazio.
Peguei uma régua e uma caneta preta.
Fiz linhas.
Vazio.
Ainda é vazio.
Escrevi no papel branco.
Continua um nada.
Não há nada no papel.
É um lugar ermo.
Esquisito.
Vazio.
Aparentemente o papel tornou-se
preto e branco.
Mas pra mim não enxergo nada.
Ele é sem cor.
Descolorido.
Peguei outra caneta, de outra cor.
Temos três cores no papel.
Mas continua branco pra mim.
Um oco.
Um medo de se mostrar em cor.
Acho que sou eu.
Mostrei pra alguém.
E ela disse:
"-Essa cores existem;Sua cor que está meio apagada."
Vazia.
Contornada.
Sou contornada por uma música.
Hora ou outra ela me penetra
Hora ela é triste e me faz chorar.
Hora ela é alegre, mesmo quando
Seu ritmo é devagar.
Uma coisa me deixa bem
Nada faz ela parar
Mesmo quando lenta
Ela é insistente
Parece que está sempre
à minha vida atenta
Tem olhos, só olhos
Olhos que brilham
Olhos que choram
Olhos que riem
Olhos que vibram
Olhos que fecham
Ela vem e vai, ela é solta.
As vezes até dança
É exuberante
Às vezes é de criança
Tem tantas faces
A cada instante
Sinto-me guiada por ela.
Ou eu a guio, e nem sei
Sei que a tal da música
Vive em mim
Ela entrou e eu deixei.
Hora ou outra ela me penetra
Hora ela é triste e me faz chorar.
Hora ela é alegre, mesmo quando
Seu ritmo é devagar.
Uma coisa me deixa bem
Nada faz ela parar
Mesmo quando lenta
Ela é insistente
Parece que está sempre
à minha vida atenta
Tem olhos, só olhos
Olhos que brilham
Olhos que choram
Olhos que riem
Olhos que vibram
Olhos que fecham
Ela vem e vai, ela é solta.
As vezes até dança
É exuberante
Às vezes é de criança
Tem tantas faces
A cada instante
Sinto-me guiada por ela.
Ou eu a guio, e nem sei
Sei que a tal da música
Vive em mim
Ela entrou e eu deixei.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Segredo.
Tens um segredo que
Me esconde e esconde
De todos.
Queria saber, achei que
Fosse sua privelegiada.
Tens leveza no corpo
E na alma
Tens sabor de pecado
Mas de uma forma equilibrada
Consegue seguir calmo
Mesmo em meio a fumaça
Não sabe bem o que quer
Mas sabe ter calma
Sabe levar uma mulher
De uma forma que embriaga.
Me lembro de cada uma
Mas quero a realidade
De mais uma.
Me ofereça, que aceito.
Tu sabes que eu te tenho
em meu conceito.
Eu sei que tu escondes um segredo
No peito.
Não se abra para mim.
Se for melhor assim, respeito.
Me esconde e esconde
De todos.
Queria saber, achei que
Fosse sua privelegiada.
Tens leveza no corpo
E na alma
Tens sabor de pecado
Mas de uma forma equilibrada
Consegue seguir calmo
Mesmo em meio a fumaça
Não sabe bem o que quer
Mas sabe ter calma
Sabe levar uma mulher
De uma forma que embriaga.
Me lembro de cada uma
Mas quero a realidade
De mais uma.
Me ofereça, que aceito.
Tu sabes que eu te tenho
em meu conceito.
Eu sei que tu escondes um segredo
No peito.
Não se abra para mim.
Se for melhor assim, respeito.
Ânsia da idade.
Ansiedade por nada.
Ânsia do nada.
Almejo por tudo.
Vontade de fazer acontecer, preguiça que deixa perecer.
Não saber o que fazer que me deixa desistir.
Ai pensar... como é bom dormir.
Ânsia do nada.
Almejo por tudo.
Vontade de fazer acontecer, preguiça que deixa perecer.
Não saber o que fazer que me deixa desistir.
Ai pensar... como é bom dormir.
Juven é tudii !
É tão bom a certeza de ser jovem.
Ter pele rústica e urbana simultaneamente. Ter a certeza também de que ela é demasiadamente florescida, colorida e contemporânea, por mais que hora ou outra não transpareça.
Tenho grande prazer em ser preguiçosa quando quero e quando não quero ter o sangue que ferve, de tamanha inquietude, de tamanha alegria crítica.
Preocupo-me às vezes em como me exaurir até o topo para usufruto dessa pluma que com um sopro leve e quase que imediato, desaparece, cessando tal gozo.
Triste fico, no martelar de minha cabeça, de que a certeza da juventude é tão certa quanto a da velhice.
Apesar de velha em alguns hábitos nem tanto habituais, não me deixa contente em saber que um dia me tornarei murcha.
O que me resta é envelhecer de conhecimento e da beleza da vida que nunca perece, apesar dos fatos extrínsecos, muitas vezes torpes.
Tenho certeza também da morte que talvez me mantenha jovem, se jovem for eu,quando ela devagarinho ou subitamente chegar.
Ter pele rústica e urbana simultaneamente. Ter a certeza também de que ela é demasiadamente florescida, colorida e contemporânea, por mais que hora ou outra não transpareça.
Tenho grande prazer em ser preguiçosa quando quero e quando não quero ter o sangue que ferve, de tamanha inquietude, de tamanha alegria crítica.
Preocupo-me às vezes em como me exaurir até o topo para usufruto dessa pluma que com um sopro leve e quase que imediato, desaparece, cessando tal gozo.
Triste fico, no martelar de minha cabeça, de que a certeza da juventude é tão certa quanto a da velhice.
Apesar de velha em alguns hábitos nem tanto habituais, não me deixa contente em saber que um dia me tornarei murcha.
O que me resta é envelhecer de conhecimento e da beleza da vida que nunca perece, apesar dos fatos extrínsecos, muitas vezes torpes.
Tenho certeza também da morte que talvez me mantenha jovem, se jovem for eu,quando ela devagarinho ou subitamente chegar.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
E por um instante, caiu. E quebrou.
Não há mais
Noto.
Presencio aquilo tudo
No meio do nada.
Sinto.
Não sei se muito
Mas sinto algo
Talvez não dê pra ser verbalizado
Talvez só assim, sentido
De perder algo nunca tido.
Parecia tudo novela.
Personagens de verdade
Carne e osso
Porém tudo ficticio
Papéis descartáveis
Que as vezes nem vale a pena
Ver de novo.
Fato.
Não tenho mais malemolência
do tato.
Não sei mais contornar
Linhas tortas, perdi o compasso.
Desafiei. Me encorajei.
Enfrentei.
Só me sobrou passado.
Vou checar o aprendizado.
Só isso que posso esperar.
de todo esse cosumo errado.
Errado ?
Talvez se insistir...
Talvez se deixar pra lá.
Talvez, não agir.
Crime por omissão.
Crime por ação.
Crime por julgar.
Crime por se prender.
Crime por se libertinar.
Crime por se entregar em jogo ilícito.
Crime?
Quebra regras ?
Quebra costumes?
Quebra padrão, causa estrume ?
Quebra-cabeça, quebra coração,
quebra- sentimento.
Que- BRÁ!
Palavra forte, brava, dói.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Eu sou um atraso, aliás, estou atrasada.
Como sempre estou atrasada, e como sempre não consigo terminar trabalhos acadêmicos, e numa dessas horas que me sinto uma total incompetente... Pelo menos pra ser uma aluna de faculdade. Isso por um lado me deixa frustada e por outro me deixa feliz. Mas talvez se frustar diante de algo que você espera se frustar seja muito fácil, isso me deixa triste, porque é fácil se frustar assim. É só caminhar fora das regras. No entanto me deixa feliz porque eu odeio essas regras, porém sou tola pois não dou jeitinho brasileiro pra driblar as regras e nem faço nada com elas, apenas não faço, me fodo, e depois saio reclamando da minha total irresponsabilidade que eu tanto esperei pelas consequências. Tipo isso.
Mas estou escrevendo assim desenfreada, com mil vírgulas perdidas neste texto porque fico assim quando não durmo bem... Por incrível que pareça eu tenho mta coisa pra expressar quando não durmo, é como se fosse uma continuação do dia anterior, uma acumulação não guardada. Daí vou atropelando tudo e jogando tudo isso pra fora. Pois bem, estou me excedendo no meu atraso. E ninguém está nem aí pra isso, muito menos eu, né?
Mas estou escrevendo assim desenfreada, com mil vírgulas perdidas neste texto porque fico assim quando não durmo bem... Por incrível que pareça eu tenho mta coisa pra expressar quando não durmo, é como se fosse uma continuação do dia anterior, uma acumulação não guardada. Daí vou atropelando tudo e jogando tudo isso pra fora. Pois bem, estou me excedendo no meu atraso. E ninguém está nem aí pra isso, muito menos eu, né?
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Chá.
Teu mar de vida é
Um abismo
Instiga.
Atrai.
Ele vem atrás, e eu vou também.
Me faz sorrir,me distrai.
Tua a vida é um mar silencioso
Mas que volta e meia se torna nervoso
Se perde e se acha em frações de
Sensações
O sentir te domina, o sentir te emociona
Não te estaciona, se faz em canções.
Gosto de como as palavras
Se comportam em sua boca
Gosto de como me desatina
Com tuas vontades
Gosto dos seus carinhos meio tímidos
Que aos poucos ganham intimidade.
Seu tamanho me protege
Mas não me apaga
Tuas mãos me batem forte
Mas afaga
Me seduz sagazmente
Me sacia como um chá quente
Numa noite gelada.
Um abismo
Instiga.
Atrai.
Ele vem atrás, e eu vou também.
Me faz sorrir,me distrai.
Tua a vida é um mar silencioso
Mas que volta e meia se torna nervoso
Se perde e se acha em frações de
Sensações
O sentir te domina, o sentir te emociona
Não te estaciona, se faz em canções.
Gosto de como as palavras
Se comportam em sua boca
Gosto de como me desatina
Com tuas vontades
Gosto dos seus carinhos meio tímidos
Que aos poucos ganham intimidade.
Seu tamanho me protege
Mas não me apaga
Tuas mãos me batem forte
Mas afaga
Me seduz sagazmente
Me sacia como um chá quente
Numa noite gelada.
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