domingo, 28 de fevereiro de 2010

Estranha.

Ando vagarosamente.
Me estranho, me pergunto.
Eu não sou de andar assim.
O que há em mim?
Quieta.
Sóbria.
Paciente.

Espero por um bem maior
Não sei por que bem esperar
Só sei que é grande
Me faz veia pulsar

Sentada, parada,
Com mil coisas a ansiar
Sei lá
Ando calma, como se nada quisesse
Buscar
Mas busco sim alguma coisa
Não sei demonstrar

A música lenta
Coração atento
Frio que me dá
Eu quero algo
Que só de pensar
Arrepio que dá

Não sei o que me deixa quieta
Com tanta alma pra cantar
Eu quero a vida
Eu quero a morte
Do que não suporto
Em mim estar.

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