terça-feira, 30 de março de 2010
Minha mente não mente.
Quão poderosa é a nossa mente. É sádica e cruel, outrora forte como a fé que a reveste.Nem nós mesmos sabemos do que ela vem armada, é tão nossa, mas tão surpreendente. Por ser nossa, não devemos lutar contra ela, e sim domá-la, aperfeiçoar-la. Confesso que é a luta mais árdua que tenho passado recentemente. Minha mente não anda me respeitando, e perdi a autoridade sobre meu corpo, ela tem o conquistado também.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Bolha.
Queria me recompor
Fechando os olhos
Respiração que repouse
Em outro canto, que não seja aqui.
De repente parti sozinha,
assim como queria.
Devo ter passado por tantos lugares.
Ter sido atenção de vários olhares
Saboreado desejo alheios, e
Instigar que saboreassem os meus
Corri de coisas feias,
Me abracei as belezas
Sofri indelicadezas de uma gente febril
Redobrei o meu cuidado pra em certos momentos
Agir gentil.
E delirando, andando, cantando
As vezes chorei, parei em frente ao
espelho, meus olhos vermehos
Nariz inchado de choro
De vela apagada , de fósforo
queimado, olhos borrados...
Suprema idéia de vida
Descansar e organizar
Por tudo no lugar
Maravilha.
Não sei bem como foi
Por onde foi que me perdi
Não me recordo, só sei que acordo
É vazio demais, uma bolha de ar espaçosa
Coração em um canto ficou
De tanto que a bolha inchou
Não sei que dor no peito , que defeito,
que saudade, qual é a necessidade.
Só sei que assim cá estou.
Fechando os olhos
Respiração que repouse
Em outro canto, que não seja aqui.
De repente parti sozinha,
assim como queria.
Devo ter passado por tantos lugares.
Ter sido atenção de vários olhares
Saboreado desejo alheios, e
Instigar que saboreassem os meus
Corri de coisas feias,
Me abracei as belezas
Sofri indelicadezas de uma gente febril
Redobrei o meu cuidado pra em certos momentos
Agir gentil.
E delirando, andando, cantando
As vezes chorei, parei em frente ao
espelho, meus olhos vermehos
Nariz inchado de choro
De vela apagada , de fósforo
queimado, olhos borrados...
Suprema idéia de vida
Descansar e organizar
Por tudo no lugar
Maravilha.
Não sei bem como foi
Por onde foi que me perdi
Não me recordo, só sei que acordo
É vazio demais, uma bolha de ar espaçosa
Coração em um canto ficou
De tanto que a bolha inchou
Não sei que dor no peito , que defeito,
que saudade, qual é a necessidade.
Só sei que assim cá estou.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Cultivo de sinceridade.
Sinceridade marginalizada, sente-se a minha mesa.
Vamos conversar.
Faça parte do meu banquete, deixe eu te servir mousse de maracujá.
Eu sei que és afoita, por isso essa fruta há de te acalmar.
Sinceridade que queres me dizer?
Quero apenas ser dita, sem lhe fazer sofrer.
Sinceridade você fere,
Mas me dá prazer do alívio
Em minha boca a cultivo
Pra mim não és estranha
Faz parte do meu convívio.
Vamos conversar.
Faça parte do meu banquete, deixe eu te servir mousse de maracujá.
Eu sei que és afoita, por isso essa fruta há de te acalmar.
Sinceridade que queres me dizer?
Quero apenas ser dita, sem lhe fazer sofrer.
Sinceridade você fere,
Mas me dá prazer do alívio
Em minha boca a cultivo
Pra mim não és estranha
Faz parte do meu convívio.
terça-feira, 16 de março de 2010
Saudade madura.
Saudei a saudade
Ela me saudou também
Convidei-a pra entrar
Não houve discussões, nem desdém
Era pequena, era amarela
Dei cuidado a ela
A perfumei e a vesti
Virou prosa, virou rosa
Deu gosto de assistir
Suave saudade, brisa leve
Fogo de palha
Virou navalha, agora mulher
Poderosa e forte, brinca com a sorte
Me tem quando quer
Saudade virou doença
Sauda sempre agora meu coração
Não gosto mais da saudade, outrora
saudável, hoje combustão.
Não é mais minha
Ela que tem a mim
Me suborna, saudade
Menina que não é mais
Me rouba dormindo, é
rápida e sagaz.
Ela me saudou também
Convidei-a pra entrar
Não houve discussões, nem desdém
Era pequena, era amarela
Dei cuidado a ela
A perfumei e a vesti
Virou prosa, virou rosa
Deu gosto de assistir
Suave saudade, brisa leve
Fogo de palha
Virou navalha, agora mulher
Poderosa e forte, brinca com a sorte
Me tem quando quer
Saudade virou doença
Sauda sempre agora meu coração
Não gosto mais da saudade, outrora
saudável, hoje combustão.
Não é mais minha
Ela que tem a mim
Me suborna, saudade
Menina que não é mais
Me rouba dormindo, é
rápida e sagaz.
Presente.
Antecede o ínicio
Um vazio branco
E um muro preto que acena
E me deparo comigo mesma
Sou eu, o que devo mostrar?
Me despir de mim
Me ver nua e crua
Assim, vou começar
Não sei bem por onde
Senti que tinha que vir aqui
Senti que eu estava prestes
a desabar
Um presente ébrio e cheio
de delírios mórbidos
Mesmo assim,
Não conheço mansidão, sou fera.
Calada, encostada, inerte.
Sou flerte da solidão sociável
Me paquera, me conquista
nessa imensidão de dúvidas
Machuca, me chupa,
sou bagaço dessa opressão.
Mas num simples compasso
Me vejo, que num simples gesto,
Esbravejo, e cresço, posso vir a descer
Mas minha alma diz que nunca padeço
Nos anseios de outro ser.
Um vazio branco
E um muro preto que acena
E me deparo comigo mesma
Sou eu, o que devo mostrar?
Me despir de mim
Me ver nua e crua
Assim, vou começar
Não sei bem por onde
Senti que tinha que vir aqui
Senti que eu estava prestes
a desabar
Um presente ébrio e cheio
de delírios mórbidos
Mesmo assim,
Não conheço mansidão, sou fera.
Calada, encostada, inerte.
Sou flerte da solidão sociável
Me paquera, me conquista
nessa imensidão de dúvidas
Machuca, me chupa,
sou bagaço dessa opressão.
Mas num simples compasso
Me vejo, que num simples gesto,
Esbravejo, e cresço, posso vir a descer
Mas minha alma diz que nunca padeço
Nos anseios de outro ser.
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