Saudei a saudade
Ela me saudou também
Convidei-a pra entrar
Não houve discussões, nem desdém
Era pequena, era amarela
Dei cuidado a ela
A perfumei e a vesti
Virou prosa, virou rosa
Deu gosto de assistir
Suave saudade, brisa leve
Fogo de palha
Virou navalha, agora mulher
Poderosa e forte, brinca com a sorte
Me tem quando quer
Saudade virou doença
Sauda sempre agora meu coração
Não gosto mais da saudade, outrora
saudável, hoje combustão.
Não é mais minha
Ela que tem a mim
Me suborna, saudade
Menina que não é mais
Me rouba dormindo, é
rápida e sagaz.
terça-feira, 16 de março de 2010
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