-Não é vestido branco não, seu moço! É o preto que quero,estou de luto.
- Mas se tu usares vestido preto é capaz que absorva toda essa energia camuflada em pólvora !
-Mas dizem os costumes que preto é luto, por isso, é chapéu, sapatos, óculos, tudo preto absoluto!
- Se estás de luto preferes ficar assim? Porque não veste branco, que foge do costume ?
- Tenho medo do luto dos outros, eles podem me julgar.
- Não tenha medo do luto de quem não sabe se pintar.
- Me dê o vestido branco ! Vou comprar umas tintas e vou colorir. O que acha de grená ?
- Desde que tenha oportunidade de pintar, pinte ! Deixe o luto dos outros pra lá !
terça-feira, 25 de maio de 2010
Seria lindo de doer.
Estou louca para que o contraditório se encontre com o coerente.
Seria um encontro um pouco excentrico, diferente, mas digo e tenho dito, seria bom pra muita gente!
Ditou-me contra o ditado que diz : Faça o bem sem olhar a quem e seja feliz.
Deus ajuda quem cedo madruga, viu, pobre infeliz ?
Cedo madruguei, bebi, entornei, vi o sol nascer como se nada queria, mas queria me dizer: - Já é cedo, bom dia !
-Deus me ajude um bucadinho, estou bêbada logo cedinho !
-Vê se me manda aquele emprego que orei e pedi com carinho !
Seria lindo de doer, se ao invés de acordar cedo pra trabalhar, pudessemos beber, e se ao fizesse o bem sem olhar a quem, esse alguém dissesse amém, ao invés de rogar praga a você porque um outro lhe deu mais um vintém, que você só não deu porque não tem.
domingo, 16 de maio de 2010
Coração besta.
Dorme meu bem, descansa
Me imagine em seu peito mansa.
Escutando teu coração bater
E me cutucar
Como ponta de lança
Sinta-se comigo
Naquelas manhãs
Em que acordamos mudos
Em que mais falam
Os corpos desnudos
Tenho saudade da calma
Da sua alma em contato
Com a minha
Tenho saudade de toda aquela
Euforia
Tenho saudade das besteiras
Que eu sorria
Eu te gosto meu amor
Me veja para teu bem
Pois o seu bem meu coração
o tem
Peço que diga o mesmo
Para teu coração desconfiado
Bicho do mato, safado,
Coração besta, acanhado.
Me imagine em seu peito mansa.
Escutando teu coração bater
E me cutucar
Como ponta de lança
Sinta-se comigo
Naquelas manhãs
Em que acordamos mudos
Em que mais falam
Os corpos desnudos
Tenho saudade da calma
Da sua alma em contato
Com a minha
Tenho saudade de toda aquela
Euforia
Tenho saudade das besteiras
Que eu sorria
Eu te gosto meu amor
Me veja para teu bem
Pois o seu bem meu coração
o tem
Peço que diga o mesmo
Para teu coração desconfiado
Bicho do mato, safado,
Coração besta, acanhado.
Tinha saído um pouco de
Mim
Estive bem cansada
Agora sinto como se deitasse
Numa confortável rede de algodão
Estava fora dos eixos
Do contexto
Do meu compasso
Estava prestes
A me negar
Diante da vida
Suava frio como se algo
Muito inesperado
Pudesse acontecer
Não sei bem o que
Mas estava aflita
Com um fantasma
De mim
É terrível não saber do
Que se defender
Quando ninguém está lhe apontando
Armas
Em quem você atira ?
Minha mente traiçoeira
Me castiga por a ter colocado
Fora de órbita
Ontem mesmo
Quando falei mais que o normal
Quando perdi a linha
Quando transbordava cheiro forte
Agora sinto sono
E irei respeitar
Quem realmente
Nunca mente
A mente.
Mim
Estive bem cansada
Agora sinto como se deitasse
Numa confortável rede de algodão
Estava fora dos eixos
Do contexto
Do meu compasso
Estava prestes
A me negar
Diante da vida
Suava frio como se algo
Muito inesperado
Pudesse acontecer
Não sei bem o que
Mas estava aflita
Com um fantasma
De mim
É terrível não saber do
Que se defender
Quando ninguém está lhe apontando
Armas
Em quem você atira ?
Minha mente traiçoeira
Me castiga por a ter colocado
Fora de órbita
Ontem mesmo
Quando falei mais que o normal
Quando perdi a linha
Quando transbordava cheiro forte
Agora sinto sono
E irei respeitar
Quem realmente
Nunca mente
A mente.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Desde que eu o conheci.
Foi tão cócegas quando o conheci.
Senti meu ventre dizer, " quero rir"
Senti meu coração dizer, "quero pular"
Senti minhas mãos dizer , "quero suar"
Senti minha boca dizer, " quero o beijar".
Foi assim, desde quando o conheci.
É assim, desde que conheci.
Até hoje meu corpo
Entra em transe, quando ele me diz
Cheguei, estou aqui.
E meu coração ri, ri, ri, ri.
Senti meu ventre dizer, " quero rir"
Senti meu coração dizer, "quero pular"
Senti minhas mãos dizer , "quero suar"
Senti minha boca dizer, " quero o beijar".
Foi assim, desde quando o conheci.
É assim, desde que conheci.
Até hoje meu corpo
Entra em transe, quando ele me diz
Cheguei, estou aqui.
E meu coração ri, ri, ri, ri.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Me prostituindo pra minha vida.
Agora deitada em abismos que construi
Me sinto aliviada
Não me pergunto porque o fiz
Sei que me sinto molhada
Foi o que sempre quis
Gozar e ser gozada.
Não sei explicar o porquê
de ser tão despreparada
A uma vida tão cheia de regras
Que me induz a ser tão errada
Eu sei que gosto do gozo
Da vida que eu crio pra mim
Não sei descrever o quanto é bom
Só sei que não é ruim
Ser eu como quero ser
Rompendo impostos de impostos
Olhares
A minha vida é uma só,
abuso do poder que possuo
À minha vida me prostituo
E nem cobro dela
Quem me cobra são vidas alheias
Que vivem vidas amarelas.
Me sinto aliviada
Não me pergunto porque o fiz
Sei que me sinto molhada
Foi o que sempre quis
Gozar e ser gozada.
Não sei explicar o porquê
de ser tão despreparada
A uma vida tão cheia de regras
Que me induz a ser tão errada
Eu sei que gosto do gozo
Da vida que eu crio pra mim
Não sei descrever o quanto é bom
Só sei que não é ruim
Ser eu como quero ser
Rompendo impostos de impostos
Olhares
A minha vida é uma só,
abuso do poder que possuo
À minha vida me prostituo
E nem cobro dela
Quem me cobra são vidas alheias
Que vivem vidas amarelas.
Homem velho.
Me suga gostoso os que tem muita história
Pra contar
Os que sabem uma mulher levar
Os que não se admiram com qualquer coisa
Aqueles que sabem tragar com audácia
Que sufoca com tanta vida vivida
E mostra como devo ser consumida
Apeteço-me de rugas sinceras
De que em outro tempo tivera
Espaço pra juventude
Agora , juventude
expressa com muito mais
plenitude
Os que sabem acrescentar
do que se viveu
e de alguma maneira se alude.
Me decide, homem velho
Até onde eu deixar
Depois decido o resto
Sou nova,mas também
tenho coisas pra contar
Me instiga esse seu jeito
Como fala, é bala
Sussurro
Minhas unhas viram navalhas
Eu gosto do oposto
Que nos une
Me brinca no corpo
Como um canalha.
Pra contar
Os que sabem uma mulher levar
Os que não se admiram com qualquer coisa
Aqueles que sabem tragar com audácia
Que sufoca com tanta vida vivida
E mostra como devo ser consumida
Apeteço-me de rugas sinceras
De que em outro tempo tivera
Espaço pra juventude
Agora , juventude
expressa com muito mais
plenitude
Os que sabem acrescentar
do que se viveu
e de alguma maneira se alude.
Me decide, homem velho
Até onde eu deixar
Depois decido o resto
Sou nova,mas também
tenho coisas pra contar
Me instiga esse seu jeito
Como fala, é bala
Sussurro
Minhas unhas viram navalhas
Eu gosto do oposto
Que nos une
Me brinca no corpo
Como um canalha.
Rosália.
Diante de um amor-agarradinho, prefiro ser rosa e ter espinho, a ser uma trepadeira atraente.
Frio e quente.
O meu desejo íntimo da alma é o que mais quer sair de mim, e é o mais criticado.
Assim solidifico peito meu, que fica dividido entre um coração que pulsa inquieto e é quente e a parede de concreto que se forma, apática e fria.
Assim solidifico peito meu, que fica dividido entre um coração que pulsa inquieto e é quente e a parede de concreto que se forma, apática e fria.
Ando perdidamente, por linhas tortas, as vezes quero muito algo que não existe, ou quando existe e percebo isso, não quero mais.
Sempre fui honesta comigo mesma e com minhas vontades, sofro as consequências de ser tão eu. Nunca usei ninguém pra obter o que quero, eu uso mesmo a mim, que se desgasta a todo dia.
Me sinto uma pessoa pesada no bom e mal sentido, tenho energia forte e consigo tudo o que quero, quando vou atrás e até mesmo quando não vou. A vida as vezes me mima e eu desconfio muito disso. Não sei lidar com as coisas que consigo, não sei administrar felicidade, ou eu a estrago por medo ou eu a estrago por exagerar com ela.
Me acho fraca, mas forte por não me render a fraqueza. Insisto.
Não sei bem o que estou fazendo no mundo, sou muito consumista e como muito. Eu gosto muito de se fazer valer a minha dignidade, mas eu não a tenho.
Sempre fui meio careta, tenho mil e uma faces, mas eu não consigo enganar ninguém, porque não quero. Quem me vê de verdade, não só vê, me lê. Eu não sou só isso, basta me fitar o olhar. Tenho tristezas e mágoas que sequer conseguem sair de mim, sei muito e pouco de mim. Me pego surpresa com algumas atitudes. É uma vida de tamanha plenitude. Gosto do mal feito, daquilo que sempre tem algo pra me instigar a concertar ou me cutucar. O que não suporto é a minha mente que não para. Ela é muito dramática e pensativa. Odeio.
Sou aquela pessoa sem rodeios, que diz tudo até sem tato, as vezes muito atenta e as vezes sem um pingo de sensibilidade. Me acho e me perco muitas vezes, e quando me perco sou agoniada e ansiosa. Pareço muito segura de mim, mas sou uma merdinha que não confia em si.
Quero tudo pra já, mas não faço nada.
Quieta e muito afoita. Observadora.
Só penso pro bem das pessoas, não desejo mal e não perco tempo falando da vida dos outros, minha vida é um furucão já. Não porque é bombante e cheia de holofotes, não, porque minha mente é uma combustão. Minha mente é inquieta em o que fazer pra ser feliz e me dar bem na vida. Tenho medo da vida. É difícil viver.
Sempre fui honesta comigo mesma e com minhas vontades, sofro as consequências de ser tão eu. Nunca usei ninguém pra obter o que quero, eu uso mesmo a mim, que se desgasta a todo dia.
Me sinto uma pessoa pesada no bom e mal sentido, tenho energia forte e consigo tudo o que quero, quando vou atrás e até mesmo quando não vou. A vida as vezes me mima e eu desconfio muito disso. Não sei lidar com as coisas que consigo, não sei administrar felicidade, ou eu a estrago por medo ou eu a estrago por exagerar com ela.
Me acho fraca, mas forte por não me render a fraqueza. Insisto.
Não sei bem o que estou fazendo no mundo, sou muito consumista e como muito. Eu gosto muito de se fazer valer a minha dignidade, mas eu não a tenho.
Sempre fui meio careta, tenho mil e uma faces, mas eu não consigo enganar ninguém, porque não quero. Quem me vê de verdade, não só vê, me lê. Eu não sou só isso, basta me fitar o olhar. Tenho tristezas e mágoas que sequer conseguem sair de mim, sei muito e pouco de mim. Me pego surpresa com algumas atitudes. É uma vida de tamanha plenitude. Gosto do mal feito, daquilo que sempre tem algo pra me instigar a concertar ou me cutucar. O que não suporto é a minha mente que não para. Ela é muito dramática e pensativa. Odeio.
Sou aquela pessoa sem rodeios, que diz tudo até sem tato, as vezes muito atenta e as vezes sem um pingo de sensibilidade. Me acho e me perco muitas vezes, e quando me perco sou agoniada e ansiosa. Pareço muito segura de mim, mas sou uma merdinha que não confia em si.
Quero tudo pra já, mas não faço nada.
Quieta e muito afoita. Observadora.
Só penso pro bem das pessoas, não desejo mal e não perco tempo falando da vida dos outros, minha vida é um furucão já. Não porque é bombante e cheia de holofotes, não, porque minha mente é uma combustão. Minha mente é inquieta em o que fazer pra ser feliz e me dar bem na vida. Tenho medo da vida. É difícil viver.
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