terça-feira, 4 de maio de 2010

Ando perdidamente, por linhas tortas, as vezes quero muito algo que não existe, ou quando existe e percebo isso, não quero mais.


Sempre fui honesta comigo mesma e com minhas vontades, sofro as consequências de ser tão eu. Nunca usei ninguém pra obter o que quero, eu uso mesmo a mim, que se desgasta a todo dia.

Me sinto uma pessoa pesada no bom e mal sentido, tenho energia forte e consigo tudo o que quero, quando vou atrás e até mesmo quando não vou. A vida as vezes me mima e eu desconfio muito disso. Não sei lidar com as coisas que consigo, não sei administrar felicidade, ou eu a estrago por medo ou eu a estrago por exagerar com ela.

Me acho fraca, mas forte por não me render a fraqueza. Insisto.

Não sei bem o que estou fazendo no mundo, sou muito consumista e como muito. Eu gosto muito de se fazer valer a minha dignidade, mas eu não a tenho.

Sempre fui meio careta, tenho mil e uma faces, mas eu não consigo enganar ninguém, porque não quero. Quem me vê de verdade, não só vê, me lê. Eu não sou só isso, basta me fitar o olhar. Tenho tristezas e mágoas que sequer conseguem sair de mim, sei muito e pouco de mim. Me pego surpresa com algumas atitudes. É uma vida de tamanha plenitude. Gosto do mal feito, daquilo que sempre tem algo pra me instigar a concertar ou me cutucar. O que não suporto é a minha mente que não para. Ela é muito dramática e pensativa. Odeio.

Sou aquela pessoa sem rodeios, que diz tudo até sem tato, as vezes muito atenta e as vezes sem um pingo de sensibilidade. Me acho e me perco muitas vezes, e quando me perco sou agoniada e ansiosa. Pareço muito segura de mim, mas sou uma merdinha que não confia em si.

Quero tudo pra já, mas não faço nada.

Quieta e muito afoita. Observadora.

Só penso pro bem das pessoas, não desejo mal e não perco tempo falando da vida dos outros, minha vida é um furucão já. Não porque é bombante e cheia de holofotes, não, porque minha mente é uma combustão. Minha mente é inquieta em o que fazer pra ser feliz e me dar bem na vida. Tenho medo da vida. É difícil viver.

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