domingo, 26 de setembro de 2010

Pimenta.

Quem tem muita frescura nem venha me beber, é de se compreender que alguém fraco do estomâgo e do espírito tenha repulsa e pavor de pimenta.

Um viva a loucura !

Quantas pessoas se foram antes de ter opiniões críticas sobre tudo que acontece hoje e sem ter escutado todos os sons do universo ? Quantas pessoas se vão sem ter opinião crítica de tudo e sem escutar todos os sons do universo?


É por isso que basta estar vivo pra agradecer e engrandecer qualquer som que se escuta e qual...quer opinião que se tem, até mesmo as tolas e absurdas.

A sabedoria é o veneno da vida, mas há quem opte pela loucura, envelhecer enlouquecido é a melhor forma de aceitar a morte e não exigir tanto da vida.

O demasiado racíocinio e esforço mental nos deixa velhos e caducos.

Viva a loucura, a crítica nua e toda forma de música !

...

Eu amo comer alegrias e inevitavelmente digiro tristezas.


Digiro tristezas e sinto fome de alegrias.

Tristezas e alegrias...

Ah, quem dera que a digestão fosse tão prevísivel.

Lide e afago.

Duas cabeças pensantes, dois boêmios noturnos, um negro e uma mulata, palavras ditas na lata, sintonia acelerada, não queremos saber de nada. É só o compromisso com as palavras e o luar, a melodia e a boca molhada.


Meu projeto de vida, meu ninho, meu caminho, minha forma de ser e mostrar. Não demoro muito, eu vou voltar... com muito ar e muita coisa pra falar em tom dançante.

Estou feliz meu parceiro, porque acredito no infinito dos meus sonhos e cativo os seus, porque és tão plebeu de vida quanto eu.

Porém, há requinte ilustrado em personalidade, somos ricos, mesmo sendo pobres, somos vida, mesmo parecendo morte, somos sorte, não viemos por a caso. Não a fato que rompa nossa virtude, plenitude, e indignação diante do óbvio. Somos sóbrio, mesmo com cachaça. Somos fogo e fumaça. Incomoda, pra isso mesmo que viemos, assim sobrevivemos, vai ser progresso acredite, não duvide, é nossa lide : a música e o público.

Mas é afago : a música e o público.

Assim que gosto e trago, a contradição.

Descarte.

Não. Descarte que elas sejam perfeitas, ou sejam projeções de alguma deusa.


Descarte que elas sejam muito atraentes, ou use roupes provovantes.

Descarte que elas se mostrem como tal.

Só não parecem descartáveis quanto seu corpo e vida igual.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Muito pouco.

Eu já fui muito puta pra muita gente
Eu já muito gente pra muita puta
Eu já fui muito santa pra muita gente
Eu já fui muito gente pra muita santa

Diante do que pode ser muito ou pouco
Eu já fui de tudo um pouco
Mas não me digam que sou uma coisa só,
isso seria pouco, e muita renuncia.

Pré - tensões.

As pretensões eu realmente não sei pra que servem
São pré - tensões que nos levam a pré ações
Que geralmente não chegam as "ações foco"
E sim a tensões desfocadas.

Vida besta.

Ô vidinha besta, se não fosse besta não seria boa. Naturalmente gostamos de coisas bestas e superfúlas e obviamente somos um pouco/muito disso.


A efemeridade das coisas sempre foram conservadas desde mil novecentos e bolinha, porque nada é tão profundo como parece ser. A superficialidade nata do universo é a característica mais disfarçada em sorte ou fracassos.
 

domingo, 5 de setembro de 2010

Então...

A sabedoria da nossa mente cheia de informação nos aterroriza a ação. Por isso captei de certo alguém que subitamente me esclareceu , quem tem pânico é burguês, pra plebeu pânico não é freguês.

Na cachaça, na cerveja e na fumaça.

Arranho na cachaça, na cerveja e na fumaça.


Abraço a cachaça, a cerveja, a fumaça.

Me rendo a cachaça, a cerveja e a fumaça.

Me embriago na cachaça, na cerveja e na fumaça.

Beijo a cachaça, a cerveja e a fumaça.

Só não me venha você com toda essa sua graça

Me dizer me arranha, me abraça, se embriaga, me beija.

Só a cachaça, a cerveja e a fumaça ...

Vale quanto pesas ?

Vale quanto pesas ? Pesa o absurdo, o imoral, o vagabundo ?


Arritmia dos compassos, do vago, do estrago.

Do impreciso, do conciso, do detalhe no sorriso.

Fogo traiçoeiro, ou fogo aquecedor ?

Não faça isso sábio errante, não alimente minha dor.

Dom.

Eu queria ter o dom.


O dom de acertar, de me concertar, de me contornar, independente de ações extraordinárias de pessoas que não nasceram junto comigo, de sentimentos que não nasceram junto comigo, de moléstias que não nasceram comigo.

Eu queria ser toda música, a música que escapa entre notas, de forma sagaz, surpreendente e sedutora.

Nova pintura.

Eu me lembro de como se parecia miúda, apagada e melancolica.


Vivia implorando por um milagre diante da sua feiura ingênua, vivia em um canto solitária rezando por convivência livre. Tinha medo do amor e de tudo o que o agregava. Grão não era migalha, era pão. Tudo parecia lúdico e fantástico, era de um mundo inerte ao que se considerava normal. Era de uma garra oportunamente unilateral e suburbana.

Cheia de príncipios alheios que engaiolava vento, era doce, mas não fraca, notou que algo a impulsionara.

Quando enxergou plenitude diante de abutres, morria e matava para ter devaneios, se jogava na lama do feio, mas achava tudo muito bonito.

Eis que tudo se revirou ao quadrado, tudo agora parecia tão precipitado e elegância já fazia parte do banquete.

Eram foguetes inveterados, cortejos de sonhadores, navios com presentes nos cais. Liberdade conhecera e aí que surgiram seus ais.

Era tanta escolha sobre o novo, do absurdo, do falante, do mudo, que fez confusão. Diante da vida colorida, não sabia dosar com preto e branco, era medo do que poderia pintar no salão.

Hoje anda descalça de experiências, por saber muito bem como agir e o que falar; mas se calça quando pinta desejos como se quisesse de novo se reinventar.