domingo, 26 de setembro de 2010

Lide e afago.

Duas cabeças pensantes, dois boêmios noturnos, um negro e uma mulata, palavras ditas na lata, sintonia acelerada, não queremos saber de nada. É só o compromisso com as palavras e o luar, a melodia e a boca molhada.


Meu projeto de vida, meu ninho, meu caminho, minha forma de ser e mostrar. Não demoro muito, eu vou voltar... com muito ar e muita coisa pra falar em tom dançante.

Estou feliz meu parceiro, porque acredito no infinito dos meus sonhos e cativo os seus, porque és tão plebeu de vida quanto eu.

Porém, há requinte ilustrado em personalidade, somos ricos, mesmo sendo pobres, somos vida, mesmo parecendo morte, somos sorte, não viemos por a caso. Não a fato que rompa nossa virtude, plenitude, e indignação diante do óbvio. Somos sóbrio, mesmo com cachaça. Somos fogo e fumaça. Incomoda, pra isso mesmo que viemos, assim sobrevivemos, vai ser progresso acredite, não duvide, é nossa lide : a música e o público.

Mas é afago : a música e o público.

Assim que gosto e trago, a contradição.

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