Eu me lembro de como se parecia miúda, apagada e melancolica.
Vivia implorando por um milagre diante da sua feiura ingênua, vivia em um canto solitária rezando por convivência livre. Tinha medo do amor e de tudo o que o agregava. Grão não era migalha, era pão. Tudo parecia lúdico e fantástico, era de um mundo inerte ao que se considerava normal. Era de uma garra oportunamente unilateral e suburbana.
Cheia de príncipios alheios que engaiolava vento, era doce, mas não fraca, notou que algo a impulsionara.
Quando enxergou plenitude diante de abutres, morria e matava para ter devaneios, se jogava na lama do feio, mas achava tudo muito bonito.
Eis que tudo se revirou ao quadrado, tudo agora parecia tão precipitado e elegância já fazia parte do banquete.
Eram foguetes inveterados, cortejos de sonhadores, navios com presentes nos cais. Liberdade conhecera e aí que surgiram seus ais.
Era tanta escolha sobre o novo, do absurdo, do falante, do mudo, que fez confusão. Diante da vida colorida, não sabia dosar com preto e branco, era medo do que poderia pintar no salão.
Hoje anda descalça de experiências, por saber muito bem como agir e o que falar; mas se calça quando pinta desejos como se quisesse de novo se reinventar.
domingo, 5 de setembro de 2010
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