quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Meu amor.

Eu sinto saudades do meu berço, de onde fui tirada logo pequenina, nem tive tempo de passar pra cama sozinha, ver meu berço e ter nostalgia.


Sinto saudades de um berço que ainda quero me deitar, porque quando deitava eu estava, logo foram me acordar.

Daí fui pra berços diferentes, e até agora me recuso a crescer, até voltar pro meu berço de origem e por lá padecer.

Me tiraram do meu habitat natural, por isso acho que sou tão saudosista, mesmo tendo saudades picotas, de intensidade do que não se viveu.

É estranho ter saudades do que julgo ser meu.

Como posso ser tão prtenciosa ao ponto de dizer ser minha a cidade em que nasci?

Talvez porque tenho necessidade de resgatar o que não vivi.

Recife é meu motivo de orgulho, mesmo com todo caos que a camufla, sinto ciúmes, eu gosto tanto que não gosto que pronunciem dela de uma forma comum, como se fosse um mero lugar.

Abençoada ela é, tanto que ganhou ainda de presente Olinda que a empresta mais beleza.

Recife exala cultura, afeto, calor, por isso eu insisto em lhe chamar de meu amor.

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