Pelos cabelos
Me arrastou pro seu canto.
Seus braços fortes se faziam
Reluzentes à meia luz
Me faziam arrepiar o corpo.
Não de medo, de desejo.
Olhava para esta criatura
Com um furor de expectativas
E no meio delas
Eu me fiz perder
Perder em todas aquelas ações
Dignas de aplauso
Mas pelo momento exigir só nós dois,
Estavam pouco me
lixando pra contemplações.
Queria eu, era ser contemplada
Queria eu, era ser consumada
Queria eu, era me fazer ranger os dentes,
Me fazer suar quente
Me fazer uivar de química
Em exagero
Me fazer lamber a boca
E todo meu corpo inteiro
Me chupar de forma abafada e
Não como cubo de gelo
Me fazer sentir no inferno e ao mesmo
tempo no paraíso
De repente me deparar perdendo
o meu pouco juízo.
Ter devaneios de tanto devanear
Saltar de lado a lado
E depois me exaltar
Fazer roçar a carne, até a alma
participar.
Unhar costas impostas em
Minha cama a cutucar
Subir em tuas coxas, e
Deixar me apertar
Ficar toda roxa
Até alguém bater à porta...
A luz acendeu.
- Achei que você estava com alguém aí no quarto, Dorinha.
- Não, estava me divertindo com meu travesseiro.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
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bonito. muito bonito. apesar de desfecho solitário, consegui ver um casal romantico no poema.
ResponderExcluirmuito bom!
inveja do traveseiro!!!!
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