domingo, 13 de junho de 2010

Eu o vi mesmo não o vendo.

Foi bom. Pela primeira vez vi tuas costas, eram dignas de minhas mãos escorregarem. Estávamos envolvidos por um clima gostoso da parte gostosa da intimidade.
Enquanto minhas mãos tocavam tuas costas impostas sobre a cama, tu sorria calmamente, como se fosse gozo de momento único.
Me surpreendeu quando de repente me pegou sagazmente pela cintura, mãos grandes que me roubavam o corpo e a atenção, a qualquer coisa que vinhesse  aparecer.
Tivemos que nos interromper, não podíamos mais padecer naquele conforto, mas como nosso interesse era prosseguir fomos para meu quarto, o chamei pra deitar em minha cama miúda, assim como eu.
Já vestido de cor, o deitei em meu colo, lhe fazia caricias infantis, e o implorava para falar baixo, entre risos e sutis devaneios, como quando ele vinha para apalpar meus seios.
Eram vontades prensadas por uma razão que insistia. Por nós estaríamos sendo consumidos aos berros mais ardentes e sussuros dos mais quentes.
Era quarto meu, mas não era casa minha.
Eu então fazia o que podia, que era dividir, dividir olhares, dividir sorrisos mútuos, encostava meu nariz com o dele e apertava seus lábios com as mãos até ficarem corados.
Sonho perdurou por mais tempo, mas o que posso definir de "sonho" é apenas o que está escrito aqui.

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