domingo, 29 de novembro de 2009
Sai do meu lado.
E cansou. Sabe? Esgotou-se os risos, e aquela vontade imensa e desejo de deixar de lado. Me parece certo que eu deixei de lado, e do lado ela continuou andando junto a mim. Me incomodei, mas ela faz questão de dizer sim. Agora construo um não, e acredito que pode não ser em vão. Em vão será se de tudo isso eu deixar assim na contramão. Agora enxergando em linha reta, quero caminhar por linhas tortas paralelas, mas que dessa marginalização a coisa seja mais segura, não seja assim algo como sempre alguém que acha o que não procura. Mesmo sabendo que parece o contrário, só segui as forças dos meus atos, atos de tamanha proporção, quem mandou ser confusa gerando assim confusão. Digo a partir de agora: NÃO.
Remédio.
É engraçado esse contorno
torto.
É uma comédia de rir
pra não chorar.
Ligaram-se os pontos.
E aí foi assim...
Deu nó, sem hesitar.
Mesmo sabendo que há nó.
Não sei desatar, parece que
quantos mais nós me incomodam
Eu parada continuo a observar.
Há de haver necessidade
de impulso pra eu
desamarrar.
Mas sei que não me parece
tão simples, pois deixei tudo
acumular.
Agora ata-me sem piedade
Sabendo que posso sim dosar
Mas é que estou embriagada,
Minhas vistas ainda estão a embaralhar.
E agora me apertam com força
Sabendo que pode doer
E eu vir a chorar.
Taparam minha boca
Por nem ter mais o que falar
Imagino que foi melhor assim
Atitudes parecem ser próxima exigência
Pra eu saber me remediar.
torto.
É uma comédia de rir
pra não chorar.
Ligaram-se os pontos.
E aí foi assim...
Deu nó, sem hesitar.
Mesmo sabendo que há nó.
Não sei desatar, parece que
quantos mais nós me incomodam
Eu parada continuo a observar.
Há de haver necessidade
de impulso pra eu
desamarrar.
Mas sei que não me parece
tão simples, pois deixei tudo
acumular.
Agora ata-me sem piedade
Sabendo que posso sim dosar
Mas é que estou embriagada,
Minhas vistas ainda estão a embaralhar.
E agora me apertam com força
Sabendo que pode doer
E eu vir a chorar.
Taparam minha boca
Por nem ter mais o que falar
Imagino que foi melhor assim
Atitudes parecem ser próxima exigência
Pra eu saber me remediar.
domingo, 22 de novembro de 2009
GorduRosa.
Rosa é uma moça engraçada
É pequena, mas tão exagerada
Pra ela nada é o bastante
Consegue o que quer, que ir mais adiante
Rosa parece menina, hora parece mulher
Rosa é tão sem limites, as vezes nem sabe o que quer
Dizem que Rosa é faceira, Rosa diz que não é
Rosa é natural como uma rosa
Não sabe sentimentos disfarçar
Em tempos ela é bonita, em outros
faz espinho cutucar
Não se conforma em ser murcha
Rosa precisa brilhar
Rosa não quer ser estrela
Sabe seu lugar
Quer ser estrela enquanto rosa
Não quer nenhum lugar usurpar
Porque Rosa sabe ser prosa
Mesmo quando não é do gosto popular
Rosa parece ser rosa, mas Rosa não é
rosa não
Rosa colore com várias cores até mesmo
as ruas e o chão
Momento se fecha, momento se abre a cantar
Menina que espera sentada as coisas que quer encontrar
Rosa é preguiçosa, gosta de ficar parada no jardim
Mas chama ela pra festa e observa o quanto fica afim
Rosa é feita de sonhos
Um dia há de se regar
Mas hoje se rega de impulso
por medo de um dia não mais gozar
Não sei o que será dessa Rosa
Por enquanto ela dá o que falar.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Dividir.
Estou crente que só eu não me basta.
Quero estar crente de que isso é
sinal de tamanha carência minha.
Quero deixar dessa mania de auto-suficiência,
por agora.
Quero ser piegas, cafona.
Quero esgotar minha solidão.
Quero dividir.
Inquietar impulsos.
Saber dosar, por outro alguém.
Por um bem maior.
Conhecer intimamente.
O superficial me cansou.
Agora to passando uma vassoura.
Tem tanta coisa pra limpar.
Não é sujeira.
É acumulo.
Quero jogar limpo.
Quero estar crente de que isso é
sinal de tamanha carência minha.
Quero deixar dessa mania de auto-suficiência,
por agora.
Quero ser piegas, cafona.
Quero esgotar minha solidão.
Quero dividir.
Inquietar impulsos.
Saber dosar, por outro alguém.
Por um bem maior.
Conhecer intimamente.
O superficial me cansou.
Agora to passando uma vassoura.
Tem tanta coisa pra limpar.
Não é sujeira.
É acumulo.
Quero jogar limpo.
Quero pulsar.
Sorrir mais, me entregar.
Planejar mesmo nem sendo
tão certo.
Só pelo prazer que isso dá.
Sou intensa, mesmo sem nada.
Imagina se eu tivesse.
Penso em me atirar.
Quero me jogar, sussurrar.
Seduzir.
Chorar.
Dormir.
E ao acordar, ver que
a realidade é bonita quando é
compartilhada, de forma
simples, de forma apaixonada.
Um nada.
Vazio, todo um papel branco.
Nem linhas tem.
É vazio.
Peguei uma régua e uma caneta preta.
Fiz linhas.
Vazio.
Ainda é vazio.
Escrevi no papel branco.
Continua um nada.
Não há nada no papel.
É um lugar ermo.
Esquisito.
Vazio.
Aparentemente o papel tornou-se
preto e branco.
Mas pra mim não enxergo nada.
Ele é sem cor.
Descolorido.
Peguei outra caneta, de outra cor.
Temos três cores no papel.
Mas continua branco pra mim.
Um oco.
Um medo de se mostrar em cor.
Acho que sou eu.
Mostrei pra alguém.
E ela disse:
"-Essa cores existem;Sua cor que está meio apagada."
Vazia.
Contornada.
Sou contornada por uma música.
Hora ou outra ela me penetra
Hora ela é triste e me faz chorar.
Hora ela é alegre, mesmo quando
Seu ritmo é devagar.
Uma coisa me deixa bem
Nada faz ela parar
Mesmo quando lenta
Ela é insistente
Parece que está sempre
à minha vida atenta
Tem olhos, só olhos
Olhos que brilham
Olhos que choram
Olhos que riem
Olhos que vibram
Olhos que fecham
Ela vem e vai, ela é solta.
As vezes até dança
É exuberante
Às vezes é de criança
Tem tantas faces
A cada instante
Sinto-me guiada por ela.
Ou eu a guio, e nem sei
Sei que a tal da música
Vive em mim
Ela entrou e eu deixei.
Hora ou outra ela me penetra
Hora ela é triste e me faz chorar.
Hora ela é alegre, mesmo quando
Seu ritmo é devagar.
Uma coisa me deixa bem
Nada faz ela parar
Mesmo quando lenta
Ela é insistente
Parece que está sempre
à minha vida atenta
Tem olhos, só olhos
Olhos que brilham
Olhos que choram
Olhos que riem
Olhos que vibram
Olhos que fecham
Ela vem e vai, ela é solta.
As vezes até dança
É exuberante
Às vezes é de criança
Tem tantas faces
A cada instante
Sinto-me guiada por ela.
Ou eu a guio, e nem sei
Sei que a tal da música
Vive em mim
Ela entrou e eu deixei.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Segredo.
Tens um segredo que
Me esconde e esconde
De todos.
Queria saber, achei que
Fosse sua privelegiada.
Tens leveza no corpo
E na alma
Tens sabor de pecado
Mas de uma forma equilibrada
Consegue seguir calmo
Mesmo em meio a fumaça
Não sabe bem o que quer
Mas sabe ter calma
Sabe levar uma mulher
De uma forma que embriaga.
Me lembro de cada uma
Mas quero a realidade
De mais uma.
Me ofereça, que aceito.
Tu sabes que eu te tenho
em meu conceito.
Eu sei que tu escondes um segredo
No peito.
Não se abra para mim.
Se for melhor assim, respeito.
Me esconde e esconde
De todos.
Queria saber, achei que
Fosse sua privelegiada.
Tens leveza no corpo
E na alma
Tens sabor de pecado
Mas de uma forma equilibrada
Consegue seguir calmo
Mesmo em meio a fumaça
Não sabe bem o que quer
Mas sabe ter calma
Sabe levar uma mulher
De uma forma que embriaga.
Me lembro de cada uma
Mas quero a realidade
De mais uma.
Me ofereça, que aceito.
Tu sabes que eu te tenho
em meu conceito.
Eu sei que tu escondes um segredo
No peito.
Não se abra para mim.
Se for melhor assim, respeito.
Ânsia da idade.
Ansiedade por nada.
Ânsia do nada.
Almejo por tudo.
Vontade de fazer acontecer, preguiça que deixa perecer.
Não saber o que fazer que me deixa desistir.
Ai pensar... como é bom dormir.
Ânsia do nada.
Almejo por tudo.
Vontade de fazer acontecer, preguiça que deixa perecer.
Não saber o que fazer que me deixa desistir.
Ai pensar... como é bom dormir.
Juven é tudii !
É tão bom a certeza de ser jovem.
Ter pele rústica e urbana simultaneamente. Ter a certeza também de que ela é demasiadamente florescida, colorida e contemporânea, por mais que hora ou outra não transpareça.
Tenho grande prazer em ser preguiçosa quando quero e quando não quero ter o sangue que ferve, de tamanha inquietude, de tamanha alegria crítica.
Preocupo-me às vezes em como me exaurir até o topo para usufruto dessa pluma que com um sopro leve e quase que imediato, desaparece, cessando tal gozo.
Triste fico, no martelar de minha cabeça, de que a certeza da juventude é tão certa quanto a da velhice.
Apesar de velha em alguns hábitos nem tanto habituais, não me deixa contente em saber que um dia me tornarei murcha.
O que me resta é envelhecer de conhecimento e da beleza da vida que nunca perece, apesar dos fatos extrínsecos, muitas vezes torpes.
Tenho certeza também da morte que talvez me mantenha jovem, se jovem for eu,quando ela devagarinho ou subitamente chegar.
Ter pele rústica e urbana simultaneamente. Ter a certeza também de que ela é demasiadamente florescida, colorida e contemporânea, por mais que hora ou outra não transpareça.
Tenho grande prazer em ser preguiçosa quando quero e quando não quero ter o sangue que ferve, de tamanha inquietude, de tamanha alegria crítica.
Preocupo-me às vezes em como me exaurir até o topo para usufruto dessa pluma que com um sopro leve e quase que imediato, desaparece, cessando tal gozo.
Triste fico, no martelar de minha cabeça, de que a certeza da juventude é tão certa quanto a da velhice.
Apesar de velha em alguns hábitos nem tanto habituais, não me deixa contente em saber que um dia me tornarei murcha.
O que me resta é envelhecer de conhecimento e da beleza da vida que nunca perece, apesar dos fatos extrínsecos, muitas vezes torpes.
Tenho certeza também da morte que talvez me mantenha jovem, se jovem for eu,quando ela devagarinho ou subitamente chegar.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
E por um instante, caiu. E quebrou.
Não há mais
Noto.
Presencio aquilo tudo
No meio do nada.
Sinto.
Não sei se muito
Mas sinto algo
Talvez não dê pra ser verbalizado
Talvez só assim, sentido
De perder algo nunca tido.
Parecia tudo novela.
Personagens de verdade
Carne e osso
Porém tudo ficticio
Papéis descartáveis
Que as vezes nem vale a pena
Ver de novo.
Fato.
Não tenho mais malemolência
do tato.
Não sei mais contornar
Linhas tortas, perdi o compasso.
Desafiei. Me encorajei.
Enfrentei.
Só me sobrou passado.
Vou checar o aprendizado.
Só isso que posso esperar.
de todo esse cosumo errado.
Errado ?
Talvez se insistir...
Talvez se deixar pra lá.
Talvez, não agir.
Crime por omissão.
Crime por ação.
Crime por julgar.
Crime por se prender.
Crime por se libertinar.
Crime por se entregar em jogo ilícito.
Crime?
Quebra regras ?
Quebra costumes?
Quebra padrão, causa estrume ?
Quebra-cabeça, quebra coração,
quebra- sentimento.
Que- BRÁ!
Palavra forte, brava, dói.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Eu sou um atraso, aliás, estou atrasada.
Como sempre estou atrasada, e como sempre não consigo terminar trabalhos acadêmicos, e numa dessas horas que me sinto uma total incompetente... Pelo menos pra ser uma aluna de faculdade. Isso por um lado me deixa frustada e por outro me deixa feliz. Mas talvez se frustar diante de algo que você espera se frustar seja muito fácil, isso me deixa triste, porque é fácil se frustar assim. É só caminhar fora das regras. No entanto me deixa feliz porque eu odeio essas regras, porém sou tola pois não dou jeitinho brasileiro pra driblar as regras e nem faço nada com elas, apenas não faço, me fodo, e depois saio reclamando da minha total irresponsabilidade que eu tanto esperei pelas consequências. Tipo isso.
Mas estou escrevendo assim desenfreada, com mil vírgulas perdidas neste texto porque fico assim quando não durmo bem... Por incrível que pareça eu tenho mta coisa pra expressar quando não durmo, é como se fosse uma continuação do dia anterior, uma acumulação não guardada. Daí vou atropelando tudo e jogando tudo isso pra fora. Pois bem, estou me excedendo no meu atraso. E ninguém está nem aí pra isso, muito menos eu, né?
Mas estou escrevendo assim desenfreada, com mil vírgulas perdidas neste texto porque fico assim quando não durmo bem... Por incrível que pareça eu tenho mta coisa pra expressar quando não durmo, é como se fosse uma continuação do dia anterior, uma acumulação não guardada. Daí vou atropelando tudo e jogando tudo isso pra fora. Pois bem, estou me excedendo no meu atraso. E ninguém está nem aí pra isso, muito menos eu, né?
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Chá.
Teu mar de vida é
Um abismo
Instiga.
Atrai.
Ele vem atrás, e eu vou também.
Me faz sorrir,me distrai.
Tua a vida é um mar silencioso
Mas que volta e meia se torna nervoso
Se perde e se acha em frações de
Sensações
O sentir te domina, o sentir te emociona
Não te estaciona, se faz em canções.
Gosto de como as palavras
Se comportam em sua boca
Gosto de como me desatina
Com tuas vontades
Gosto dos seus carinhos meio tímidos
Que aos poucos ganham intimidade.
Seu tamanho me protege
Mas não me apaga
Tuas mãos me batem forte
Mas afaga
Me seduz sagazmente
Me sacia como um chá quente
Numa noite gelada.
Um abismo
Instiga.
Atrai.
Ele vem atrás, e eu vou também.
Me faz sorrir,me distrai.
Tua a vida é um mar silencioso
Mas que volta e meia se torna nervoso
Se perde e se acha em frações de
Sensações
O sentir te domina, o sentir te emociona
Não te estaciona, se faz em canções.
Gosto de como as palavras
Se comportam em sua boca
Gosto de como me desatina
Com tuas vontades
Gosto dos seus carinhos meio tímidos
Que aos poucos ganham intimidade.
Seu tamanho me protege
Mas não me apaga
Tuas mãos me batem forte
Mas afaga
Me seduz sagazmente
Me sacia como um chá quente
Numa noite gelada.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Meu querido travesseiro.
Pelos cabelos
Me arrastou pro seu canto.
Seus braços fortes se faziam
Reluzentes à meia luz
Me faziam arrepiar o corpo.
Não de medo, de desejo.
Olhava para esta criatura
Com um furor de expectativas
E no meio delas
Eu me fiz perder
Perder em todas aquelas ações
Dignas de aplauso
Mas pelo momento exigir só nós dois,
Estavam pouco me
lixando pra contemplações.
Queria eu, era ser contemplada
Queria eu, era ser consumada
Queria eu, era me fazer ranger os dentes,
Me fazer suar quente
Me fazer uivar de química
Em exagero
Me fazer lamber a boca
E todo meu corpo inteiro
Me chupar de forma abafada e
Não como cubo de gelo
Me fazer sentir no inferno e ao mesmo
tempo no paraíso
De repente me deparar perdendo
o meu pouco juízo.
Ter devaneios de tanto devanear
Saltar de lado a lado
E depois me exaltar
Fazer roçar a carne, até a alma
participar.
Unhar costas impostas em
Minha cama a cutucar
Subir em tuas coxas, e
Deixar me apertar
Ficar toda roxa
Até alguém bater à porta...
A luz acendeu.
- Achei que você estava com alguém aí no quarto, Dorinha.
- Não, estava me divertindo com meu travesseiro.
Me arrastou pro seu canto.
Seus braços fortes se faziam
Reluzentes à meia luz
Me faziam arrepiar o corpo.
Não de medo, de desejo.
Olhava para esta criatura
Com um furor de expectativas
E no meio delas
Eu me fiz perder
Perder em todas aquelas ações
Dignas de aplauso
Mas pelo momento exigir só nós dois,
Estavam pouco me
lixando pra contemplações.
Queria eu, era ser contemplada
Queria eu, era ser consumada
Queria eu, era me fazer ranger os dentes,
Me fazer suar quente
Me fazer uivar de química
Em exagero
Me fazer lamber a boca
E todo meu corpo inteiro
Me chupar de forma abafada e
Não como cubo de gelo
Me fazer sentir no inferno e ao mesmo
tempo no paraíso
De repente me deparar perdendo
o meu pouco juízo.
Ter devaneios de tanto devanear
Saltar de lado a lado
E depois me exaltar
Fazer roçar a carne, até a alma
participar.
Unhar costas impostas em
Minha cama a cutucar
Subir em tuas coxas, e
Deixar me apertar
Ficar toda roxa
Até alguém bater à porta...
A luz acendeu.
- Achei que você estava com alguém aí no quarto, Dorinha.
- Não, estava me divertindo com meu travesseiro.
Coloque na sua cabeça que você tem que se apaixonar.
Hoje me parece um dia suave.
O céu rosado transparece calmaria e me transmite esta energia também, de sossego; mesmo com esse trânsito confuso e esses bípedes comendo e andando pelas ruas, quase sempre apressados.
Mesmo rosado, que seja, o céu está de várias cores pra mim. Me sinto leve, mesmo estando acima do peso. Estou enérgica, meu corpo agora é uma trance em silêncio, dá para se divertir por agora sem ter que tomar um doce, uma amarga, ou uma forte.
Consegui sorrir sem ter nada pra isso, ainda mais em uma ambiente totalmente poluído, consegui me comunicar sem formas e padrões em um lugar que é totalmente padronizado. Consegui fazer sorrir a quem sempre neste lugar vive fechado. Fiquei contente. Contente de ver aqueles dentes grandes e mesclados de duas cores, fiquei contente de sentir um cheiro que pra mim não é mais novidade, mas que me traz sensações esquisitas e explosões de sentimentos múltiplos.
Agora eu, estou aqui, me preparando pra mais um anoitecer, estou ansiosa por esta noite, mas não queria não. Sou pessimista. Mas eu já ouvi dizer que, o melhor do pessimismo é que quando dá uma coisa certa, ele se surpreende muito mais do que aquela pessoa que sempre espera o melhor acontecer, pelo contrário, essas pessoas acabam não se satisfazendo tanto quanto os que só pensam o pior. Pois bem, estou fazendo apologia ao pessimismo? Não mesmo. Estou amenizando a condição que eu me encontro. Estou me auto defendendo, como pessimista que sou.
Mas na verdade isso é só um parentêses, e daí? Quero dar trégua para essa minha condição de sempre, quero me satisfazer com pequenas coisas, mesmo que quase ínfimas, quero transformá-las em coisas grandes pelo simples fato de já existirem. Que seja dor, que seja desilusão, que seja alegriazinha, que seja alegriazona. Só de poder sentir, me faz sentir tantas outras coisas! Sentir já me faz sentir que não sou uma porta, uma placa, uma rodovia, um lixão, um cano de pvc.
Eu vou tomar umas hoje, malandra, é por isso que to nessa expectativa. Mas nem deveria, porque tomo quase todos os dias na verdade, faz parte do cotidiano... Mas hoje é sexta feira, por isso que to nessa expectativa, amanhã não tem aula e tal, posso dormir até tarde... Hum... Mas quarta feira eu também não tenho aula e terça eu não estava assim não... Você está apaixonada ? Resolvi ficar, e se não der certo? Suas expectativas se frustam? Resolvi ficar apaixonada por uma empadinha que o atendente da padaria me deu hoje, tinha azeitonas, eu fiquei muito feliz, porque é muito raro uma empadinha mini ter azeitona, aquele gostinho calórico, meio azedinho, inclusive é da azeitona que se vem o azeite de oliva, algo muito relevante. Resolvi ficar apaixonada pelas caronas que me deram carona hoje, hoje eu não andei de ônibus ! Resolvi ficar apaixonada mais uma vez por uma banda que sou apaixonada a anos, mas fazia anos que não me apaixonava por ela de novo. Resolvi ficar apaixonada por uma blusa nova que peguei na costureira. Resolvi que a paixão move pequenas coisinhas, não resolve, mas de uma certa forma é como se fosse uma embalagem, não que ela seja 'fake', dentro do pacote tem só coisa feia e desgostosa, não, mas a paixão de uma certa forma também nos move e isso é muito gostoso e produtivo. Tá que eu to bem romântica hoje, amanhã posso já estar com meu mal humor dos infernos e é por isso justamente que devo aproveitar para escrever algo excêntrico, algo de forma apaixonada.Amanhã é dia de se apaixonar por outras coisas, ou simplismente desapaixonar-se e pronto volto tudo como era antes, afinal a paixão é tão paissageira.
P.S: Eu sei que essa foto pode parecer fútil, mas é que eu também sou apaixonada por futilidades. Ser cafona pra mim é questão de honra, por isso minha vida é divertida.
O céu rosado transparece calmaria e me transmite esta energia também, de sossego; mesmo com esse trânsito confuso e esses bípedes comendo e andando pelas ruas, quase sempre apressados.
Mesmo rosado, que seja, o céu está de várias cores pra mim. Me sinto leve, mesmo estando acima do peso. Estou enérgica, meu corpo agora é uma trance em silêncio, dá para se divertir por agora sem ter que tomar um doce, uma amarga, ou uma forte.
Consegui sorrir sem ter nada pra isso, ainda mais em uma ambiente totalmente poluído, consegui me comunicar sem formas e padrões em um lugar que é totalmente padronizado. Consegui fazer sorrir a quem sempre neste lugar vive fechado. Fiquei contente. Contente de ver aqueles dentes grandes e mesclados de duas cores, fiquei contente de sentir um cheiro que pra mim não é mais novidade, mas que me traz sensações esquisitas e explosões de sentimentos múltiplos.
Agora eu, estou aqui, me preparando pra mais um anoitecer, estou ansiosa por esta noite, mas não queria não. Sou pessimista. Mas eu já ouvi dizer que, o melhor do pessimismo é que quando dá uma coisa certa, ele se surpreende muito mais do que aquela pessoa que sempre espera o melhor acontecer, pelo contrário, essas pessoas acabam não se satisfazendo tanto quanto os que só pensam o pior. Pois bem, estou fazendo apologia ao pessimismo? Não mesmo. Estou amenizando a condição que eu me encontro. Estou me auto defendendo, como pessimista que sou.
Mas na verdade isso é só um parentêses, e daí? Quero dar trégua para essa minha condição de sempre, quero me satisfazer com pequenas coisas, mesmo que quase ínfimas, quero transformá-las em coisas grandes pelo simples fato de já existirem. Que seja dor, que seja desilusão, que seja alegriazinha, que seja alegriazona. Só de poder sentir, me faz sentir tantas outras coisas! Sentir já me faz sentir que não sou uma porta, uma placa, uma rodovia, um lixão, um cano de pvc.
Eu vou tomar umas hoje, malandra, é por isso que to nessa expectativa. Mas nem deveria, porque tomo quase todos os dias na verdade, faz parte do cotidiano... Mas hoje é sexta feira, por isso que to nessa expectativa, amanhã não tem aula e tal, posso dormir até tarde... Hum... Mas quarta feira eu também não tenho aula e terça eu não estava assim não... Você está apaixonada ? Resolvi ficar, e se não der certo? Suas expectativas se frustam? Resolvi ficar apaixonada por uma empadinha que o atendente da padaria me deu hoje, tinha azeitonas, eu fiquei muito feliz, porque é muito raro uma empadinha mini ter azeitona, aquele gostinho calórico, meio azedinho, inclusive é da azeitona que se vem o azeite de oliva, algo muito relevante. Resolvi ficar apaixonada pelas caronas que me deram carona hoje, hoje eu não andei de ônibus ! Resolvi ficar apaixonada mais uma vez por uma banda que sou apaixonada a anos, mas fazia anos que não me apaixonava por ela de novo. Resolvi ficar apaixonada por uma blusa nova que peguei na costureira. Resolvi que a paixão move pequenas coisinhas, não resolve, mas de uma certa forma é como se fosse uma embalagem, não que ela seja 'fake', dentro do pacote tem só coisa feia e desgostosa, não, mas a paixão de uma certa forma também nos move e isso é muito gostoso e produtivo. Tá que eu to bem romântica hoje, amanhã posso já estar com meu mal humor dos infernos e é por isso justamente que devo aproveitar para escrever algo excêntrico, algo de forma apaixonada.Amanhã é dia de se apaixonar por outras coisas, ou simplismente desapaixonar-se e pronto volto tudo como era antes, afinal a paixão é tão paissageira.
P.S: Eu sei que essa foto pode parecer fútil, mas é que eu também sou apaixonada por futilidades. Ser cafona pra mim é questão de honra, por isso minha vida é divertida.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Olhos de mar? Nem percebi.
Fazer questão por olhos azuis ?
Nem faço não.
Questão eu faço mesmo é por sua canção
Mas se tem olhos de mar, que mal pode ter?
É tão bom se afogar calado ali, pra ninguém socorrer.
É homem que todos desejam, desejo da coletividade
Ata-me, homem poeta !
Quero fazer amor com tua poesia!
É exaltação da alma que vem de dentro
e me sacia.
Até homem quer este homem ,
Não é questão de modernidade
Sublime ele é , some desejo de virilidade
Gênio , genioso, quanta capacidade!
Daquela mocidade
Em tempos de revolução
Era decretada morte
Liberdade rendida a mãos.
Coqueiro velho declamava
em versos o que humano sentia
Calado, dizia cálice
Pra dizer que mesmo calado insistia.
Meu amor.
Eu sinto saudades do meu berço, de onde fui tirada logo pequenina, nem tive tempo de passar pra cama sozinha, ver meu berço e ter nostalgia.
Sinto saudades de um berço que ainda quero me deitar, porque quando deitava eu estava, logo foram me acordar.
Daí fui pra berços diferentes, e até agora me recuso a crescer, até voltar pro meu berço de origem e por lá padecer.
Me tiraram do meu habitat natural, por isso acho que sou tão saudosista, mesmo tendo saudades picotas, de intensidade do que não se viveu.
Sinto saudades de um berço que ainda quero me deitar, porque quando deitava eu estava, logo foram me acordar.
Daí fui pra berços diferentes, e até agora me recuso a crescer, até voltar pro meu berço de origem e por lá padecer.
Me tiraram do meu habitat natural, por isso acho que sou tão saudosista, mesmo tendo saudades picotas, de intensidade do que não se viveu.
É estranho ter saudades do que julgo ser meu.
Como posso ser tão prtenciosa ao ponto de dizer ser minha a cidade em que nasci?
Talvez porque tenho necessidade de resgatar o que não vivi.
Recife é meu motivo de orgulho, mesmo com todo caos que a camufla, sinto ciúmes, eu gosto tanto que não gosto que pronunciem dela de uma forma comum, como se fosse um mero lugar.
Abençoada ela é, tanto que ganhou ainda de presente Olinda que a empresta mais beleza.
Recife exala cultura, afeto, calor, por isso eu insisto em lhe chamar de meu amor.
O feio do que é bom.
Ansiedade da palavra que pulsa na
Minha boca, nossa, ela quer sair
Quer por impulso agir
Ela quer estourar
Mas existe uma ponta de razão que diz
Calma, é só mais um mal amar
A essa idade da vida ainda não
Te fez acostumar ?
E daí tudo aquilo ali?
E daí papinhos insuportáveis?
E daí se ele sorri, e ela também?
E daí se ele diz que vai e não vem?
Eu o vejo, ele também me
vê
Me vira a cara pra eu me
retorcer
Consegue o que quer
Me sinto uma qualquer
Me fecha cara, me conversa de nada
Me lê todo sonolento
Mas mesmo assim, me deixa o coração
atento
Palpitante, parecendo uma putinha
na esquina
Parecendo uma tolinha, uma menina
Eu masco o chiclete tipo uma vaca
Ruminando aquela coisa toda chata
Mas espero que me venha um curioso
Pra eu vomitar todo aquele gosto insosso
E espero também um pirim pim pim
Que é mais frenético que esse toque assim
Mas eu espero um corococó
Que é uma mensagem que me dá um nó
Mas nada vem pra mim
Então me abarroto de alecrim
Nada, portanto, me curou
Por enquanto nada de bom me soou.
Foi por causa de um mal que o conheci
Me disseram que me fazia tossir
Mas ao seu lado confortável eu fiquei
Me veio tantas palavras que eu até me assustei
Combinei de lhe mostrar uma nova cidade
Ele disse que queria, por curiosidade
Mas nunca se fez o que tinha dito
Parece que não era um quesito
Um quesito pro tempo intrometido
Que tempo bandido, tempo sabido!
Foi por causa do mesmo mal
Que o reencontro surgiu
Foi pegajoso, gostoso, mas inteiramente não me supriu.
Descobri que nunca iria me suprir
A não ser com uma condição a seguir
Respeitei.
Me entrego para quem já tem
uma lei.
Uma lei não muito usual
Ultrapassada, meio fora do normal.
Mas me parece que tudo soa em vão
Não me parece que recebo gratidão.
Tá aí, esse poço vazio.
Tá aí, todo esse arrepio.
Tá aí, tudo essa incerteza.
Ta aí, tamanha indelicadeza.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Dilatada.
Bom ar.
Existe esse ar bom ?
Ar de estar
Ar condicionado a que ?
Condicionado ao ar de quem?
Bom ar para o bem estar?
Ou bem estar para se ter bom ar ?
Caberá reformar o vazio, caberá respirar
desconhecido?
Caberá a mim, desfalacer?
Caberá a mim, depois amanhecer?
É da manhã e do orvalho que
me faz desabrochar bom ar?
Ou é na manhã que me faz murchar?
Acordo sem pensar em manhã
Em luar de noite anterior, só
sigo a ordem do meu humor
Desmesurado.
Segue-se ao meio dia
Segue-se a tarde fria
Segue-se a noite ansiosa
Segue atrás de mim sem parar
E eu não grito pra ele sumir
Por isso ele insiste em mim dormir.
Me lembro pra dialogar com meu íntrinseco
Com meu Maior, sobre o menor de mim
Sinto que mais um dia começa
E sinto que todo dia me parece igual
Mas é que a visão é distorcida
Tem colírio irritante
Dilatou minha pupila
em determinado instante
Não sei o que me atrai
Nesse meu mundo redundante.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Luz, Câmera, Ação!

De repente me veio como uma luz no meio de uma imensidão, não me soa positiva, nem negativa, apenas me soa; e sei que ela está vindo, cada dia mais intensa. Essa luz eu desconfio que seja a vida me dizendo, olha, eu vou virar a página tá ? E ela tem as unhas pintadas de 'vermelho-gabriela', dedos macios e asperos ao mesmo tempo, mas são mãos que num conjunto é atraente. Ela é mais rápida que eu, de repente me envolve e me instiga aos poucos a virar a página com ela e me solta num outro capítulo; diferente, novo, cheio de surpresas.
Estou caindo nesse capítulo lentamente, confesso que com um pouco de medo, com um pouco de melancolia, nostalgia do que se viveu e do que não se viveu... Confesso um pouco mais exagerada, que não tenho medo e sim muito medo! Me acostumei com a rotina, ela me traz conforto, mesmo eu brigando com ela todos os dias, o velho nos traz uma sensação de intimidade. Já, a novidade, nos causa ansiedade, esperança e outra vez, o medo! Sinto que aquilo que pra mim era tão importante aos poucos me faz pensar que não é tanto mais, isso dói, mas fortalece. Sinto que o que pra mim era tanto amor, pra mim não passa de amizade. Sinto que quando se está nublado não vem mais chuva e sim vem sol, e quando faz sol, de repente me deparo com uma tempestade. É assim que sinto o que sinto, como se tudo fosse me surpreender, como se tudo estivesse desabrochando e murchando ao mesmo tempo. Isso causa confusão! Isso causa uma síndrome, quase de pânico. Mas, me inquieto a alma com a sensiblidade do meu grande Amigo; Ele me diz que isso é necessário, até as pedras que ficam paradas se lapidam, como eu que posso me mover, falar, pensar, agir, não vou me lapidar?
A vida... ah ... Quão palhaça ela é ! Palhaça que faz palhaçada, faz piada e ainda nos explica a piada,cedo ou tarde, e mesmo assim a gente acha graça. Piada explicada não tem graça ! Ah, mas a vida consegue nos fazer rir... Quantas vezes você não escuta alguém dizer que a vida é uma comédia, ou até mesmo você se pega dizendo isto?
De repente, depois da luz, sinto que preciso de agir, o que tornará essas mudanças produtivas ou não, o que eu captei dessas mensagens me dizendo que um novo ciclo está começando? Assistir sentada, comendo sanduíche ? Dormir e esperar começar outro ciclo e atropelar este que está te chamando? Sei lá! Só sei que tenho o papel nas mãos, sou diretora do meu próprio espetáculo, inclusive eu sou o público mais atento a ele, afinal uma peça sobre mim, deve ser no mínimo curioso... Agir, essa palavra me soa sexual! Me soa carnal, de comer carne, me soa me deitar quando estou tonta, me soa, agir por impulso quando estou bêbada. Agir é isso pra mim ? Eu acho que tem algo de errado, porque pra mim, isso não é ação, assistindo criticamente denomino isso de preguiça. Sou preguiçosa, vadia, indolente, apática! Mas sabe quando, a luz lhe é tão forte que incomoda, acho que vou me sentar em outro lugar, na sombra... Pelo menos no mesmo lugar eu não estarei mais. Agi! Foi difícil, mas sai do mesmo lugar.
E a câmera? Filmando tudo isso! Totalmente amadora, totalmente sem foco, totalmente instigada a aprender sobre a fotografia, sobre a arte, totalmente inocente, totalmente real, totalmente literal, auditiva, sonora! A câmera não deixa mentir! E não quero que minta, não quero mais suborná-la a mentir, sem cortes, com erros. História baseada em fatos reais, porque sempre se tira algo de surreal, mesmo na pior das hipóteses. É a vida.
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