quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Freguês.

Diante das retinas lúcidas eu vi. O tombo ! Eu quis.


Ganhei : rompante ante arrombo do ventre, delírio eloquente, um combinado com o peito incoerente.

Febre terçã! Se tivesse em sã consciência não teria sido tão quente.

Ela sempre é a primeira. A mais ligeira, a rasteira, a traiçoeira, a serpente. Novamente ? Quão dement...e !

Atrevida ! Se mete com gente, acha que tem porte, prepotente. Ilude e mente !Vem me agarrar, sacana !

Em forma de Ana, em forma de Ataíde, Lilith, Maria, João, Lindomar, em forma de imensidão, mar.

Me vente, mundão, pois arde e não tenho mertiolate, nem algodão.

Tempestade como um arrastão, nos pega deitados no colchão, sonhando um dia sim, um dia não.

Vem João, cão, lúcifer, do porão , do chão, do vão !

Vem José, com músicas dançantes de Quelé, com muito samba no pé, na fé, no chute!

Vem santa, profana, insana, doida, Ana, Joana, Sebastiana !

E veio ! Não quis?

Nesse ponto é fato, sou eterno aprendiz, diante o exposto, não sei definir. Sou lousa ou giz ?

A pomba girou, o corpo pifou, a pinga acabou, chorei, chorou, ecoou, secou, cresci e não apareci, em mim inflava, estorou, sumi.

Eis que volta e não a conheço mais uma vez, me chamam por freguês.

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