Não tive outubro tão luzente de magia quanto o que você me tornou presente.
Até mudei de clima e o clima se mudou pra mim.
Não acredito que aquele espetáculo era coletivo, pra mim era subjetivamente meu, de tal forma que encho minha boca pra falar.
Abriu-se as cortinas pras nós mesmos, não tivemos público alardioso, foi sete chaves do íntimo deleite.
Saí incólume de pesos da mente traiçoeira e repetitiva.
Sei que nada é tão transgressor quando se desenrola e nem promissor quanto se mostra.
Não tive o presente em minhas mãos, agora que mês se segue, que se passam os dias, é que mais tenho certeza de que sólido mesmo é o passado; O presente é muito eufórico para percebe-lo e sentirmos ele.
O passado é o presente maduro.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
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