quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Você.

Você que agora se comporta do mesmo jeito de outrora, me faz me comportar de outro jeito bem fora de hora.


Você que eu nada sabia, hoje me reviro em saber que seu nome me agonia.

Você que deitado em sua rede já me chamou pra ir junto, hoje me vê e muda de assunto.

Você que nunca veio até mim,me olhou sem nem pedir licença.

Você que hoje tira minha paciência, me dá doses demência.

Estou certa de que você, sofista como de rotina, me sabe dobrar como uma esquina, sabe me atropelar como um desgovernado, sabe me conduzir ao pecado.

Você que eu nem conhecia, hoje é cama e noite fria.

Você que sempre me pareceu pilhéria, hoje são tristes noites de cara séria.

Você que me fez abrir e me murchou, não sabe o quanto isso me custou.

Sou rosa rotineira, sempre com fama de faceira, um tanto aventureira, mas me perdoe por favor se não entendi sua maneira.

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