É com pesar no espaço que digo que cansei do que represento pra mim e pro externo.
Eu sei de todos meus fracassos, sou adulta, mas sou teimosa.
Há sempre uma multa, uma culpa, um sentimento obsceno.
...
Um aceno de mágoas intrínsecas e incomôdas.
Há sempre um objeto, um abstrato, inexato de tato não identificado.
Eu sinto, porque sou, eu sinto porque faço e não sei de maneira alguma ser outra coisa.
Eu tento, mas essa essência autêntica... Não consigo ver mais do que isso.
Sou esse drama, essa comédia, essa piada.
Enfadada a equívocos, medos, incertezas e contradições. Ou não ?
Não tenho orgulho de pratos limpos na mesa, estão a dias pra lavar.
Sou eu mesma, suja, obscura, humana.
Mas por estar viva e rodeada, me recrimino, abomino, tudo que eu queria que fosse exato, todos meus fracassos e tentações.
Sou vulcões.
A lava é fogo e as vezes fogo de palha, é navalha, é cortante.
Sou eu, errante.
As vezes nem eu mesma me suporto, e aí me transporto...
O novo, o fantástico, o irreal...
É quando me vejo delinquente no meu solitário carnaval.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
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e há poucos lugares no mundo tão deliciosos qnto o nosso carnaval particular, não é Rosa? agente dança como se ninguem estivesse olhando, e a verdade é que ninguem está! é a dor e a delícia do carnaval solitário, estar só
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